Para quem vê o resultado de Atlético-MG 2×0 Coritiba, é meio estranho dizer que a atuação alviverde foi melhor. Mas foi isso. Até levar o segundo gol, exatamente na metade do segundo tempo, a equipe foi organizada – tanto quando teve uma postura mais defensiva, tanto quando foi mais à frente. Evoluindo, o Coxa mostrou que pode sair do perigo no Campeonato Brasileiro.

Sem Kléber, Ruy, Hélder, Esquerdinha, Leandro Silva e Marcos Aurélio (este, apenas no primeiro tempo), Ney Franco apostou em um 4-1-4-1. A linha defensiva era protegida primeiro por João Paulo, e depois por Thiago Galhardo, Alan Santos, Rafhael Lucas e Lúcio Flávio. Só Wellington Paulista ficava à frente. Marcando bem e com posse de bola, foi o Cori quem teve boas oportunidades com WP. Mas o gol fez o torcedor relembrar os erros individuais – Luccas Claro deixou Thiago Ribeiro girar o corpo e chutar.

Com Lúcio Flávio como volante, o Coxa foi mais agressivo, atuando num 4-4-2 com quadrado no meio. Marcos Aurélio ficava mais à frente com Galhardo, e os três empurraram o time à frente. Mas faltava uma presença mais efetiva de Henrique pela esquerda, envolvido por Patric, e mais qualidade de WP e Rafhael, que ficaram devendo.

Falhas

Um erro alviverde foi tentar forçar as bolas altas. Com Rafhael Lucas, Marcos Aurélio e Wellington Paulista, era quase impossível que Victor, Jemerson e Leonardo Silva perdessem por cima.

O segundo gol do Galo veio de outro erro técnico. Henrique e WP erraram, João Paulo não acompanhou, Patric avançou livre e tocou para Thiago Ribeiro fazer.

Com todo o elenco, Ney Franco poderá ter um Coritiba agressivo e claramente ofensivo em casa, e um time capaz de marcar e jogar fora do Couto Pereira. Será preciso fazer exatamente isso para escapar do rebaixamento.

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