Ela é a atual campeã brasileira de sinuca, coxa-branca de berço e já garantiu presença no Atletiba de amanhã, no Couto Pereira. Bisneta de Artur Hauer, um dos fundadores e jogador da primeira leva nos idos de 1909, Mariana Carvalho leva o clube no coração e sempre que pode veste a camisa alviverde para mostrar justamente que é torcedora do time do Alto da Glória.

Por isso, ela não vai perder o clássico e até arrisca uma vitória por 3 a 1 com dois gols de Marcelinho Paraíba e um de Ariel. “A gente gostaria de passar o centenário com títulos, mas ganhar deles vai ser como se fosse um”, aponta.

Para tanto, ela confia no poder de reação da equipe, que perdeu os dois últimos jogos e viu a zona de rebaixamento se aproximar perigosamente. “Acredito nos jogadores e na força da equipe, eles não vão me decepcionar e a vitória tem que acontecer porque é uma questão de honra no centenário”, destaca a torcedora. Por isso, ela aposta tudo no MP9, apesar dele poder sair no final do ano.

“Isso (uma suposta proposta do São Paulo) preocupa um pouco, mas ele é do Coritiba, está atuando no clube e confio nele. Acho que ele não faria uma desfeita dessa”, diz Mariana, que também é empresária e designer gráfica.

Mas, além dele, quais as armas do Coxa para vencer o Atlético? “Estamos com alguns desfalques, jogadores importantes como o Pereira e o Thiago Gentil, mas Marcos Aurélio sempre aparece bem e o Ariel é muito raçudo”, analisa Mariana.

Ela só não sabe ainda onde vai ficar, se na arquibancada ou na social. “A minha família tem uma cadeira, mas gosto de ficar na arquibancada, tem um sabor diferente. Geralmente ali perto da Império ou no terceiro anel”, avisa.

E mais: a torcedora aposta também na paz entre os torcedores. “Da parte do Coritiba tenho certeza”, aponta.

De acordo com ela, o diferencial alviverde é a presença das famílias no Couto.

“Isso é muito legal”, destaca. E a família dela também faz parte dessa história. “Em 1985, tinha apenas cinco anos e estava na casa de minha avó, não lembro de muita coisa, mas sei que estava todo mundo feliz com a conquista do título brasileiro”, relembra.

Daí para ser contaminada pela paixão pelo Coxa não demorou muito. “Aos 13, 14 anos passei a frequentar o Couto e vou sempre que posso”, garante ela, que posou para as fotos usando uma camisa de 1989 presenteada por um ex-namorado.

Antes do confronto contra o Rubro-Negro, no entanto, ela mantém os treinamentos e compete em torneios estaduais e nacionais de sinuca. “Jogo profissionalmente há dez anos, parei cinco, mas voltei no ano passado e sou a atual campeã brasileira”, informa.

E ela também tem encarado os homens em torneios individuais. “Estou evoluindo bastante, mas eles ainda levam vantagem porque jogam há mais tempo”, pondera. Hoje, por exemplo, ela estará no Círculo Militar participando do torneio estadual a partir das 9h, com entrada livre para quem quiser acompanhar o esporte.