O ex-técnico do Coritiba, Paulo César Carpegiani, se pronunciou e explicou os motivos que o levaram a acionar o Alviverde na Justiça. O treinador cobra mais de R$ 2 milhões do clube, por conta de acordos não cumpridos em sua demissão, no final de fevereiro, e culpou o presidente Rogério Portugal Bacellar pela situação. A mensagem foi enviada na tarde desta segunda-feira (21) para a reportagem da Tribuna.

“Quando o Presidente Bacelar (sic) me comunicou da minha demissão no dia 27 de fevereiro de 2017 no saguão do hotel por volta 19 horas, eu lhe disse uma única coisa, que eu queria receber o que estava escrito no contrato e ele respondeu- me que não haveria problema nenhum quanto aos atrasados também (baixa da minha carteira da trabalho) etc., mas passou-se tempos e tempos e nada foi providenciado, tomei a atitude por vias de processo para receber aquilo que eu disse ao presidente. Portanto existe a Justiça para dizer o que é certo ou errado. Obrigado”, se manifestou Carpegiani.

O treinador foi contratado em agosto do ano passado, com um salário de R$ 156 mil. Logo após livrar o Coxa do rebaixamento, foi procurado pela diretoria e, após longa negociação, renovou o seu vínculo, passando a ganhar R$ 281 mil, valor que aumentaria em abril para R$ 301 mil.

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Duas semanas após a demissão, o Coritiba enviou uma planilha das verbas rescisórias no valor de R$ 1,2 milhão para fazer o acerto. A quantia, que não foi paga, foi questionada pelo treinador, que decidiu procurar seus direitos.