Pela primeira vez no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro e invicto há quatro jogos, o Coritiba ainda tem muito a melhorar em termos ofensivos. Mesmo figurando atualmente no pelotão de frente da competição, o Coxa ainda deixa a desejar no que diz respeito ao seu ataque. O gol anotado na vitória por 1×0 sobre o Brasil de Pelotas, na noite de terça-feira, no Couto Pereira, foi apenas o quinto anotado em cinco partidas disputadas pela competição.

Com isso, o Coritiba tem o sexto pior aproveitamento ofensivo da Série B. Contra os gaúchos, o Alviverde teve mais poder de criação, mas acabou pecando nas finalizações. O zagueiro Thalisson Kelven lamentou o excesso de oportunidades desperdiçadas e que poderiam ter dado mais tranquilidade na partida.

“O adversário não teve muita chance. Em compensação, a gente teve mais de cinco oportunidades de fazer o gol claro. A gente está pecando nisso, precisa fazer o gol. Complica no final. Tem que ter esse poder de decisão para fazer jogos tranquilos”, detalhou o defensor coxa-branca.

O técnico Eduardo Baptista ressaltou a superioridade do Coritiba no duelo contra o Brasil, mas também lamentou as chances desperdiçadas. Segundo ele, o time perdeu pelo menos quatro chances reais e exaltou as boas atuações dos atacantes Guilherme Parede e Rafhael Lucas, que entraram no segundo tempo da partida.

“Nós poderíamos ter feito quatro ou cinco gols no segundo tempo. Então, a gente pecou um pouco na finalização. Temos algumas coisas a ajustar. A gente lamenta não ter um placar mais elástico, pois criamos chances importantes. Os atletas que vieram do banco responderam bem e mudaram o jogo. Controlamos o jogo, erramos nas chances criadas e poderíamos ter saído com um placar mais elástico”, frisou o treinador.

Alecsandro foi o último centroavante a marcar pelo Coritiba, no final de fevereiro. Foto: Albari Rosa
Alecsandro foi o último centroavante a marcar pelo Coritiba, no final de fevereiro. Foto: Albari Rosa

No entanto, o chamado camisa 9 vem tendo dificuldades nesta temporada no Alviverde. A útlima vez que um centroavante marcou um gol foi no dia 25 de fevereiro, na vitória por 3×0 sobre o Rio Branco, na final da Taça Dionísio Filho, o primeiro turno do Campeonato Paranaense. Desde então, outros nomes passaram pela posição, como também Kléber e o recém-contratado Bruno Moraes, que, chegou para a Série B, mas em cinco jogos ainda não balançou as redes.

“O gol está tardando a sair, mas isso não pode ser a maior causa do jogo. O importante é que o Coritiba venceu. Óbvio que eu quero marcar, eu vim para cá para isso. Mas valeu a vitória, o espírito do grupo até o fim e, se a gente continuar assim, vamos conseguir subir”, disse o atacante, que foi o vice-artilheiro do Paulistão. Contra o Brasil de Pelotas, o jogador teve pelo menos três chances claras, mas passou em branco.

O próprio Eduardo Baptista sabe a importância de se ter um artilheiro e destacou que é precsi passar confiança para Bruno Moraes, principal candidato à função.

“Sobre o Bruno (Moraes), é um centroavante, vive de gols. A gente procura municiar ele e ele também achar o timing dele dentro da área, ter uma melhor colocação. A gente está auxiliando, dando moral, conversando bastante, mostrando vídeo para que ele possa nos ajudar. Na Série B, todos os últimos times que subiram tiveram um 9 artilheiro. Ele tem que assumir esse papel. A gente sabe, trabalha e treina, mas é um ponto importante que a gente precisa trabalhar”, apontou o treinador.

Confira a tabela completa da Série B!

Nesta Série B, aliás, o Coritiba ainda não encontrou seu ataque ideal. Eduardo Baptista já testou várias peças. A última delas foi o atacante Rafhael Lucas, que disputou a segunda divisão do ano passado pelo Paraná Clube e jogou o Campeonato Catarinense deste ano pelo Inter de Lages.

O jogador teve uma boa atuação e, segundo o treinador, ganhou uma chance no decorrer dos treinos. Mesmo caso do atacante Pablo, que entrou bem diante do Oeste e ganhou a posição de Kady no setor ofensivo. Mudanças para tentar fazer o setor, enfim, deslanchar.