O “fato novo” proposto pela diretoria do Coritiba, com a contratação do técnico Péricles Chamusca, ainda não trouxe o efeito esperado. Apesar do choque motivacional, e da visível mudança na postura do time, o Alviverde segue ameaçado pelo rebaixamento. Em quatro partidas do treinador à frente da equipe, foram três derrotas e uma vitória (25% de aproveitamento). O pior é que, mesmo com a mudança no comando técnico, o discurso e as situações enfrentadas pelo time permanecem semelhantes aos da era Marquinhos Santos.

As condições de trabalho enfrentadas por Péricles Chamusca também não são muito diferentes das encaradas por seu antecessor. Assim como as lamentações. A primeira delas é o pouco tempo de trabalho junto ao elenco alviverde. Com o apertado calendário brasileiro, Chamusca, que hoje completa 15 dias de trabalho no Coxa, teve raras oportunidades para alterar a filosofia de jogo e promover ajustes no time.

Na partida contra o Vitória, sábado passado, o treinador esteve à frente da área técnica pela quarta vez em 13 dias – média de um jogo a cada três dias. Em virtude disso, o principal trabalho tem sido psicológico, com conversas constantes com o grupo. ‘A gente tem que se adequar ao calendário. Procuramos potencializar o tempo que temos, mas você não consegue dar carga de treino, tem que priorizar a recuperação física. A palestra está sendo uma das formas de trabalho que mais temos usado. Tem jogadores experientes, e com uma conversa o time consegue se posicionar. Mas a gente perde um pouco de qualidade em função disso. Sem dúvida, não é a situação ideal’, reclama Chamusca.

Outro ponto negativo, e que se arrasta desde a era Marquinhos Santos, é o elevado número de lesões, musculares e traumáticas, entre os atletas titulares. Sem poder contar com os mesmos jogadores, rodada a rodada, Péricles Chamusca lamenta não poder dar sequência a uma mesma formação. ‘Não consegui repetir a formação. Precisamos estabilizar a recuperação dos jogadores do DM para montar uma base’, comenta.