Sem conhecer com afinco as características específicas dos jogadores, o técnico Péricles Chamusca cometeu equívocos na partida contra o Vitória, sábado. Quando o Alviverde empatava e pressionava o adversário, o treinador sacou Robinho e Júlio César para a entrada de Bottinelli e Bill, que pouco agregaram. Pelo momento crucial do jogo, a alteração foi determinante para a derrota por 2 x 1.

Depois de conseguir a igualdade no placar aos 45 do primeiro tempo, com o angolano Geraldo, o Alviverde, com a marcação adiantada, voltou melhor que o Vitória na derradeira etapa. Mas o melhor momento do jogo durou até os 20, quando o treinador processou a primeira alteração. Sacou o meia Robinho, que com a ausência do lesionado Alex era o único em campo que cumpria a função de armador do time, para entrada do argentino Bottinelli. A aposta não fez jus à expectativa e aos 25 o Vitória voltaria à frente no marcador, depois de bate rebate na cozinha alviverde.

Pra piorar a situação, o treinador chamou Bill do banco de reservas para o lugar de Júlio César, que estava bem no jogo. A opção pela dupla, que aos 34 protagonizou um lance bisonho, minou qualquer possibilidade de reação. Com dificuldades, Bill tocou de canela para Bottinelli, que mandou a bola para as estrelas. Péricles Chamusca justificou as opções por conta do desgaste. ‘Essas duas alterações foram mais por desgaste. Os dois (Robinho e Júlio César) já estavam sem a mesma velocidade e condição de chegada. Então, a gente precisava de gás. O Bottinelli não foi tão agudo quanto eu esperava, mas a ideia era que ele criasse mais movimento. A entrada do Bill foi para dar um abafa’, comentou.