O tempo em Curitiba neste domingo (20) era daqueles típicos para ficar em casa, com frio e uma chuva que volta e meia piorava. O chamado dia da preguiça. Uma preguiça que parece que ficou longe do Couto Pereira. Coritiba e Santos até mostraram vontade em campo, foram para cima, mas o gramado encharcado e pesado, além de poucas oportunidades de gols dos dois lados, fizeram com que o placar de 0x0 fosse reflexo do tempo curitibano: fechado e sem graça.

Mas o jogo em si parecia que teria outro ritmo. Assim que o árbitro deu o apito inicial, o Coxa já saiu em velocidade pela direita e mandou a bola na área. Na sobra, Alan Santos chutou e ganhou um escanteio. Depois, teve mais duas oportunidades. Tudo isso com apenas um minuto e meio. O Alviverde foi com tudo, querendo fazer valer o mando de campo.

Durante um bom tempo os donos da casa acuaram o Peixe, que tentava sair para o jogo, mas não tinha tanta velocidade e era rapidamente desarmado. Uma velocidade que foi diminuindo dos dois lados, proporcionalmente ao tanto de chuva que caía. À medida que vinha água, o gramado ia ficando mais pesado, escorregadio e limitou os jogadores, que pararam de levar perigo e terem poucas alternativas para ir para cima.

No começo do segundo tempo, a chuva deu uma rápida trégua. E nestes poucos minutos o Coritiba cresceu novamente, Iago e Thiago Carleto, exigindo boa defesa de Vanderlei, e Alan Santos, acertando a trave, tiveram chances de abrir o placar, enquanto o Santos pouco deu trabalho a Wilson, mas, quando tinha a bola nos pés, permanecia mais no campo de ataque, mas sem, de fato, pressionar.

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Depois, a chuva voltou e o campo voltou a ser adversário dos dois times, que apelaram para lançamentos e cruzamentos, em vão. Do lado alviverde, o ponto positivo de ter segurado uma equipe que está invicta há 11 jogos no Brasileirão e que pouco ameaçou. Um equilíbrio que agradou o técnico Marcelo Oliveira, que viu o Coxa com a melhor atuação desde a sua chegada e que só não se refletiu em vitória por conta das adversidades do tempo.

“Foi um jogo muito difícil, já sabíamos disso pelo entrosamento e técnica do Santos. O gramado, pela chuva, ficou mais pesado e tornou o jogo mais competitivo. Achei que o Coritiba criou bastante, não teve tantas oportunidades claras, mas foi o jogo mais equilibrado que tivemos nesse comando. O time marcou muito, o Santos jogou ali na intermediária, mas chances claras não teve”, afirmou o treinador, que já começa a enxergar dias melhores.