Léo Gago, Leonardo, Tcheco, Ângelo e Rafinha têm algo em comum em relação ao clássico de amanhã, às 16h, no Couto Pereira: todos já vestiram a camisa do Paraná Clube. A relação que tiveram com o rival do Coritiba é vista por eles como algo normal no futebol.

Atualmente, asseguram, o que vale é fazer a diferença pelo Coxa e buscar mais uma vitória para que o Alviverde possa dar o penúltimo passo rumo ao acesso para a Primeira Divisão.

Do quinteto, Tcheco é o único que foi revelado no clube rival. “É sempre bom jogar um clássico ainda mais contra um clube que me revelou para o futebol. É um jogo especial porque a gente tem muito carinho pelo Paraná. Afinal de contas, passei lá mais de 16 anos entre futebol de salão e campo”, destaca o meio-campista Tcheco.

Revelado na Vila, ele foi campeão pelo Tricolor em 1996, mas dispensado logo na sequência. “Isso aí são coisas que acontecem na vida. Eu saí de lá de uma forma que não gostei muito, mas isso é coisa do passado e não guardo rancor nenhum. O importante é que a gente tem o reconhecimento do pessoal que viveu lá e o carinho especial pelo clube que tanto defendi”, minimiza.

A opinião de Tcheco coincide com a dos outros ex-paranistas, apesar de terem deixado o rival em outras circunstâncias. Leonardo, por exemplo, voltou do Flamengo para o Paraná e pouco jogou antes de ir se recuperar no Avaí e encontrar o ex-clube pela primeira vez.

“Até pelo meu pouco tempo de Coritiba, encaro como como um jogo normal. Não é por que joguei lá alguns anos atrás que vai ser uma coisa diferente. Hoje estou do lado do Coritiba e vou fazer de tudo para poder vencer”, avisa o artilheiro.

Da mesma forma pensa Léo Gago, que deixou o clube por discordância num tratamento médico e não guarda nenhuma mágoa. “Jamais. Não tem mágoa, até por que tudo que foi feito no papel, no acordo, foi cumprido”, aponta.

No entanto, ele considera o clássico diante do Tricolor uma partida “especial” mesmo. “Eu creio que sim, até por que saí de lá não faz muito tempo, em 2008. Saí num acordo e espero fazer um grande jogo contra meu ex-clube e marcar um gol para alegrar a torcida do Coxa”, avisa.

Dos ex-paranistas, o único que se esquivou foi Rafinha. Ele pediu para não falar, a fim de evitar qualquer polêmica com o ex-clube. Já Ângelo, que também atuou no Paraná, está na expectativa de ficar à disposição no banco de reservas e ser usado amanhã em parte da partida.

Numerologia

Após a rodada de terça-feira, o Coxa chegou a 99,94% de possibilidade de acesso à primeira divisão segundo cálculos do site chancedegol.com.br. Para o título, o time tem 79,8% de possibilidade de levantar o caneco da Série B pela segunda vez – foi campeão em 2007.