67 jogos, 25 vitórias, 18 empates e 24 derrotas. Um aproveitamento de 46,2% dos pontos disputados. Este é o resumo do Coritiba na última temporada. Números que, se não são os esperados pelo torcedor, ao menos foram significativos dentro de campo. Vice-campeão estadual, livre do rebaixamento com uma tranquilidade maior em relação aos anos anteriores e uma inédita quartas de final na Copa Sul-Americana. O resultado alcançado também não foi aquele que os coxas-brancas queriam, principalmente no Campeonato Paranaense, quando perdeu a final para o rival Atlético, mas foram mais positivos que nas outras temporadas.

Desde que voltou à Série A, em 2011, o Alviverde já jogou na elite em seis temporadas. Na primeira metade, levou três títulos paranaenses e chegou a duas finais da Copa do Brasil (2011 e 2012). Porém, do segundo semestre de 2013 pra cá, só se livrou do rebaixamento nas duas últimas rodadas do Brasileirão e colecionou derrotas históricas no Estadual, caiu na semifinal para o Maringá, em 2014, e foi vice-campeão para o Operário, em 2015, e na Copa do Brasil, quando foi eliminado pelo Nacional-AM, em 2013, e pelo Flamengo, em 2014, quando venceu o jogo de ida por 3×0, no Couto Pereira.

Desta vez, os resultados em campo melhoraram, apesar de mais uma temporada sem título. Muito por conta das poucas mudanças no elenco ao longo das competições. Do time que começou 2016, dos titulares apenas o lateral-direito Ceará e o meia Dudu foram embora, enquanto foram contratados e utilizados com frequência os atacantes Kazim e Iago. As demais peças eram reposições que ficavam no banco de reservas. Com uma base mantida, o Coxa seguiu no mesmo nível de atuações, embora tenha passado por trocas no comando técnico, começando com Gilson Kleina, passando por Pachequinho e terminando com Paulo César Carpegiani.

Coletividade

O que não quer dizer, no entanto, que poucos jogadores foram utilizados. No total, 46 jogadores foram utilizados, sendo que 25 deles fizeram gols (54% do elenco). Kléber foi disparado o artilheiro da equipe, com 23 gols, seguido por Leandro, com 12, Juan, com 10, e Iago e Luccas Claro, com cinco cada um.

Ao todo, o Alviverde marcou 93 gols, mas também sofreu 71, um número expressivo para o tanto de partidas, resultando em uma média de um gol a cada jogo disputado e refletindo na campanha geral.

O que mais esteve em campo foi o zagueiro Juninho, que atuou em 61 das 67 partidas do Coritiba. Polivalente, ele atuou na zaga, na lateral-esquerda e até como volante, o que explica ter entrado tantas vezes em campo. Em segundo lugar estão o goleiro Wilson e o volante João Paulo, com 56 atuações cada um. Logo atrás vem o atacante Leandro, que jogou 48 vezes, e o meia Juan, com 46 aparições.