O Coritiba terminou de maneira preocupante sua participação no Brasileirão 2016. Com praticamente seu time “C”, com reservas e juniores, o Coxa foi superado pela Ponte Preta por 2×0, neste domingo (11), no Moisés Lucarelli. Com o resultado o Alviverde ficou com apenas 46 pontos, caiu para o 15º lugar e fora da Copa Sul-Americana do ano que vem.

Com o adiamento da última rodada do Brasileirão, por causa da tragédia envolvendo a Chapecoense, vários jogadores do Coritiba foram liberados deste jogo e o técnico Paulo Cesar Carpegiani lançou vários garotos no time principal. O resultado foi um show de desentrosamento e batidas de cabeça. O resultado não poderia ser outro.

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Bem à vontade, a Ponte Preta mostrou suas credenciais de anfitrião ao Coritiba logo no início do jogo. Logo aos dois minutos armou uma blitz para a defesa alviverde e por detalhes, entre eles a sorte, não abriu o marcador. O estreante Rafael Martins defendeu no susto após um bate rebate entre ataque e defesa.

Nos primeiros 15 minutos de jogo a Macaca controlou todas as ações, defensivas, de meio e também os ataques. Sem deixar a bola passar do meio de campo, jogou em cima dos visitantes, forçando que rapidamente Rafael Martins ocupasse o posto de destaque do jogo. Superado o nervosismo que o fez quase se complicar, o goleiro Coxa assumiu a função de corrigir as lambanças de uma zaga totalmente desentrosada.

Com toques rápidos pelo centro e várias jogadas pelas laterais, a Ponte esteve muito próxima do gol. Por mais três oportunidades Rafael Martins se destacou e fez boas defesas. Aos 37, no entanto, contou com o timing do atacante pontepretano Rhayner, que chegou atrasado e deixou de abrir o marcador.

A primeira oportunidade do Coritiba aconteceu apenas aos 28 minutos, com o apagadíssimo Bernardo, mas sem risco algum para o goleiro Aranha. Júlio Rush, aos 40, e Vinícius, aos 45, também criaram boas chances, mas o primeiro furou após cruzamento da esquerda e o segundo chutou forte, de fora da área, por cima da meta do goleiro campineiro.

O primeiro tempo terminou com o Coxa um pouco mais ligado, mas ainda dominado pela Ponte. O técnico Carpegiani mudou no intervalo, com a entrada de Carvalho no lugar de Júlio Rush, para tentar melhorar a ligação da saída de bola alviverde.

Nada mudou no Coxa em termos táticos para a segunda etapa. Não que Carpegiani não tenha tentado, mas o resultado prático de uma eventual mudança inexistiu. O Coxa seguiu cometendo os mesmos erros e até o goleiro Rafael Martins, que havia se recuperado do nervosismo inicial, voltou a falhar.

Zé Roberto arriscou de fora da área, o goleiro Coxa não segurou e na sequência derrubou o atacante Willian Pottker dentro da área. O próprio centroavante cobrou, no canto esquerdo de Willian Menezes (substituto de Rafael Martins, que se contundiu no lance anterior) e abriu o marcador.

A desorganização do Coritiba seguiu custando caro aos visitantes. O goleiro alviverde saiu do gol com imprudência e não conseguiu pegar a bola de Nino Paraíba. O jogador da Ponte cruzou para a pequena área e por trás de três defensores perdidos, Ravanelli cabeceou para ampliar o placar.

Aos 37, Viinicius perdeu a melhor chance do Coxa em todo o jogo, a primeira de perigo real ao gol de Aranha. Após cruzamento em escanteio, ele recebeu livre dentro da pequena área, mas errou o arremate e acabou torcendo o pé.

Ao se jogar ao ataque, o Coxa passou a ser ameaçado pela Ponte em contra-ataques. Contudo, em ritmo de treino, os jogadores levaram o jogo em banho-maria até o seu término.