Escaldado pelo rebaixamento de 2009, o Coritiba planeja estrear domingo no Brasileiro, contra o Atlético-GO, com uma equipe competitiva – ao mesmo tempo em que vai poupar jogadores para encarar o Ceará, quarta-feira, na semifinal da Copa do Brasil.

O Alviverde quer começar o campeonato pontuando para não ter de correr atrás ao longo da disputa, como ocorreu no ano do centenário, quando priorizou a Copa do Brasil, perdeu pontos preciosos e caiu para a Série B.

No entanto, para cumprir essa meta, o técnico Marcelo Oliveira terá que quebrar a cabeça para armar a equipe e saber a quem dará descanso. Tudo indica que Everton vá estrear, Jeci atue na zaga, Eltinho retorne à lateral-esquerda e Bill, descansado, ocupe vaga no ataque.

“Temos que pensar em estrear bem no Brasileiro, por que os três pontos são superimportantes. Em pontos corridos, arrancar bem é fundamental. Daí, a partir de segunda-feira, vamos pensar bem no jogo de volta [da Copa do Brasil]”, aponta o treinador.

Sobre poupar titulares ou não, Marcelo Oliveira afirma que tudo dependerá do cansaço dos jogadores. “Vamos analisar bem o desgaste deles, mas temos que entrar forte no Brasileiro. O campeonato de pontos corridos não tem uma final, não tem um jogo mais importante que o outro e, começando o Brasileiro, você já tem que pontuar porque se não lá na frente vai fazer muita falta. Então, temos que entrar forte no domingo e na quarta-feira”, diz.

O treinador, porém, não esconde que a Copa do Brasil parece pesar mais na balança. Por isso, a tendência, é proporcionar descanso para alguns jogadores. “Não dá para esquecer, por que é um momento único do Coritiba. É uma conquista que se vier será inédita. Temos que estar atentos, mas vamos analisar bem a questão de elenco. Poderemos contar com o Everton e com outros jogadores. Temos que sair forte no Brasileiro, que também é fundamental”, projeta Marcelo.

O problema é desperdiçar pontos como em 2009. “O Coritiba caiu 2009 porque estava numa semifinal da Copa do Brasil e acabou deixando um pouquinho de lado o Brasileiro. Isso acabou fazendo falta no final”, relembra o meio-campo Tcheco. Para o jogador, é preciso saber lidar com a situação. “A gente não vai deixar de lado o Brasileiro”, destaca.