O atacante Henrique Almeida ainda não fez história pelo Coritiba, mas o Alviverde já está marcado na carreira do jogador. Em nenhum outro time que defendeu ele balançou tanto as redes quanto no Coxa.

Artilheiro da equipe no Brasileirão com seis gols em oito partidas, será dele a responsabilidade, ao lado do veterano Kléber, de conduzir o ataque coxa-branca neste sábado (12), às 18h30, contra o Internacional, no Estádio Couto Pereira.
O gol marcado contra o Fluminense, na quarta-feira (9), representou o maior feito do atacante como profissional. Revelado pelo São Paulo em 2009, Henrique jamais havia marcado mais de cinco gols defendendo o mesmo clube. Foram quatro pelo São Paulo (31 jogos), quatro pelo Vitória (17 jogos), nenhum pelo Granada, da Espanha (seis jogos), quatro pelo Sport Recife (16 jogos), cinco pelo Botafogo (46 jogos) e quatro pelo Bahia (31 jogos).

Ao ser apresentado como reforço do Coritiba, ele garantiu que vinha em busca de um recomeço e de uma afirmação na carreira. Objetivos que estão sendo alcançados. “O Coritiba está sendo muito importante. Estou muito feliz aqui fazendo meus gols e tendo sequência”, vibrou.

O grande incentivador de Henrique foi o técnico Ney Franco. O treinador chegou a dizer que ele merecia esta chance, pois foi o grande destaque do Mundial Sub-20 de 2011 e não teve a mesma trajetória vitoriosa de outros jogadores daquela geração, como Oscar (Chelsea), Casemiro (Real Madrid), Philippe Coutinho (Liverpool) e Alex Sandro (Juventus). Henrique foi o grande destaque. Além do título de seleções, ficou com os prêmios de chuteira de ouro, como artilheiro (5 gols), e bola de ouro, como craque do Mundial.

Para ele, o sucesso dos amigos de seleção sempre foi motivador. “É muito bom ver meus amigos bem. Estou correndo atrás e tenho certeza de que posso chegar muito longe”, acrescentou. O contrato de Henrique com o Coxa vai até 31 de dezembro deste ano.

“É um jogador que tem sido muito importante nessa recuperação. Não desiste de um lance. Um guerreiro, sempre se entregando no jogo. A gente sabe que se a bola chegar para ele, dificilmente o defensor vai antecipar”, contou o meia Lúcio Flávio, entusiasta da dupla