A Justiça do Trabalho aprovou nesta quinta-feira (1º) o pedido do Ato Trabalhista feito pelo Coritiba. O acordo serve para o pagamento de 47 dívidas do clube com ex-funcionários. Com a aprovação, o Coxa protege suas receitas de possíveis penhoras e destina parte das finanças para quitar as obrigações.

De acordo com despacho da juíza Valéria Rodrigues Franco da Rocha, o Coritiba terá que pagar cerca de R$ 30 milhões em 36 vezes (três anos), sendo que a primeira parcela já deverá ser quitada no final deste mês. As parcelas são variáveis e iniciam em R$ 300 mil.

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O valor total da dívida reconhecida pelo clube era de R$ 23,8 milhões.
O CT da Graciosa e o estádio Couto Pereira foram colocados como garantia no processo.

A briga para o clube conquistar o Ato Trabalhista já vem de alguns meses. Em julho, o Coritiba já havia tido um pedido negado. Na sequência, no mês seguinte, houve outro “não” da Justiça do Trabalho.

A aprovação ainda deve ser homologada pelo Tribunal Regional do Trabalho, o que deve acontecer nos próximos dias.

Ato Trabalhista foi solução do rival Paraná

Em 2018, o Paraná fez um acordo com a Justiça do Trabalho em que ficou definido que 20% de toda a arrecadação paranista fosse destinada ao pagamento de dívidas trabalhistas. O acordo foi renovado em 2019 e também em 2020. Durante a pandemia, entretanto, o Tricolor conseguiu uma suspensão do ato, podendo reter 100% de suas receitas no período.

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