O empate em 2×2 com o Vila Nova, no último sábado (19), no Serra Dourada, teve um sabor de vitória para o Coritiba. Afinal, o time perdia por 2×0 até os 36 do segundo tempo e garantiu o ponto fora de casa nos acréscimos. O que não quer dizer que todos ficaram satisfeitos com o que aconteceu dentro de campo.

Apático, o Coxa demorou para se encontrar em campo. Bem na verdade, apenas assistiu o adversário jogar, ficando preso no seu campo defensivo e quase não chegando ao ataque. Somente na metade do segundo tempo é que conseguiu equilibrar o confronto. Muito por conta do relaxamento do Tigre, que parecia já considerar a vitória como certa, mas também pela mudança de atitude do próprio Alviverde.

O técnico Jorginho mexeu na formação tática da equipe. Acabou se expondo ao tirar os volantes e rechear o meio-campo com armadores de origem. A estratégia deu certo e o resultado veio.

“No final de tudo, comemorar um ponto foi importante. Estávamos jogando muito mal, foi a pior partida sob o meu comando, com erros terríveis, não conseguíamos sair jogando. O clima é um diferencial para quem estava jogando, claro que isso não é uma desculpa, mas estava muito quente, muito seco. Até pensei em mudar no primeiro tempo, mas tive que acalmar o coração, pensei bem e no intervalo fiz duas mudanças, a equipe teve mais posse de bola, foi mais corajosa e conseguimos jogar no campo do adversário. Mais três, quatro minutos conseguiríamos a virada”, analisou o técnico Jorginho.

Mas nem mesmo esta reação e mudança de postura agradaram o treinador, que cobrou o elenco após a partida. Embora o Coritiba tenha mudado seu retrospecto fora de casa e tenha somado uma vitória e um empate em dois jogos seguido como visitante, o comandante coxa-branca sabe que se o time quiser subir para a Série A, precisará apresentar um algo a mais.

Coritiba teve dificuldades contra o Vila Nova e Jorginho ousou, deixando o time sem volantes pra pressionar e conseguir o empate. Foto: Divulgação/Coritiba
Coritiba teve dificuldades contra o Vila Nova e Jorginho ousou, deixando o time sem volantes pra pressionar e conseguir o empate. Foto: Divulgação/Coritiba

Até aqui, a equipe não apresentou boas atuações. É bem verdade que desde que Jorginho assumiu, foram quatro vitórias, um empate e uma única derrota. Mas em nenhum momento convenceu. Teve dificuldades contra times que brigam para não cair, como o próprio Vila Nova, Guarani e Criciúma, quando ganhou por 1×0 no Couto, mas nas duas oportunidades sofreu, e também contra o São Bento, quando abriu 2×0 e chegou a levar sufoco nos minutos finais, escapando de sofrer o empate.

“Conseguimos quatro pontos de seis fora de casa, é um saldo bom, e assim conseguimos nosso objetivo. Mas o que mais me deixou preocupado foi a inércia da equipe no começo do jogo. Eles tomaram uma dura, não pode uma equipe do nível do Coritiba, onde podíamos chegar, jogar assim. Temos que estar atentos o tempo todo”, ressaltou.

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O puxão de orelha foi um acréscimo às cobranças que os próprios jogadores se fizeram. Ainda na saída do campo, muitos admitiram o começo ruim no jogo, mas preferiram destacar que o Alviverde não se abalou com o revés temporário.

“Sabemos que fizemos um primeiro tempo abaixo, começamos o segundo um pouco nervoso, mas conseguimos um empate e precisamos comemorar esse ponto. Nos mantemos no G4, com um jogo a menos, e vamos arrumar os erros para o próximo jogo”, disse o zagueiro Sabino, auto do primeiro gol do time.

“Tivemos alguns erros, mas tentamos fazer de tudo. No primeiro tempo deixamos de fazer algumas obrigações, algumas jogadas, mas agora é descansar, porque quinta-feira temos uma guerra dentro de casa”, completou o atacante Rodrigão, se referindo ao duelo com o Operário, no Couto Pereira.

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