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Sete minutos de jogo e um bombardeio. Era o Coritiba partindo pra cima do Maringá, com um time cheio de jogadores querendo espaço entre os titulares – Alan Costa, Simião, Matheus Galdezani, Ruy, Pablo… Parecia ser uma tarde de sossego para o Coxa e para o técnico Sandro Forner. Mas quando já era noite no Couto Pereira, a empolgação se tornou irritação, o apoio virou vaia e a torcida chegou a gritar “vergonha”. A derrota deste domingo (4) por 3×0 para o time da Cidade Canção mantém a equipe e o treinador sob pressão, demonstrando que falta muito para que o atual grupo alviverde traga confiança.

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Como se fosse uma resposta ao time extremamente defensivo da quarta-feira anterior (28), contra o Goiás, pela Copa do Brasil, o plano coxa era partir para cima. Só que depois de aquele início agressivo, com defesa de Fábio, bola na trave, gol perdido na frente do goleiro, os donos da casa perderam o controle da partida. E aí o que poderia ser uma chance de ouro para onze atletas (na verdade, dez, pois o titular Marcos Moser começou jogando) virou um pesadelo.

Rafael Martins, o jovem que ganhou a oportunidade de atuar depois de 68 jogos seguidos de Wilson, começou a aparecer com importantes defesas. Mas intimamente ele sabia que estava aparecendo demais – sinal de que o Coxa tinha dificuldades para marcar o Maringá. Depois de dois milagres, ele não impediu o gol do veterano Alex Fraga. Na zaga, Alex Alves e Alan Costa sofriam com a falta de ritmo. Mas Alan também demonstrou dificuldades técnicas, e numa delas perdeu a jogada para Thiago Cristian, que cruzou para Washington ampliar.

Alex Fraga fez dois gols de cabeça. Foto: Albari Rosa
Alex Fraga fez dois gols de cabeça. Foto: Albari Rosa

Naquele momento a organização e a segurança do Maringá eram mais evidentes que a ansiedade e as falhas do Coritiba. A torcida já pegava no pé de alguns jogadores, como César Benítez e Simião, que chegaram no início do ano como titulares absolutos, mas hoje se mostram com dificuldades para ser reais opções para a sequência da temporada. Matheus Galdezani tentava, mas estava visivelmente longe da forma ideal. Kady era o mais participativo, e Pablo lutava contra as próprias limitações. Assim, Evandro padecia do mesmo mal que Kléber e Alecsandro – a bola não chegava na frente.

Quando o segundo tempo começou, outro alvo das críticas foi escolhido: Ruy. O meia de novo não rendia, e Sandro Forner tirou-o do jogo imediatamente após o terceiro gol do Maringá, em outra cabeçada de Alex Fraga. Quando o camisa 26 deixou o gramado sob fortes vaias, ficou a dúvida sobre a real possibilidade de ele atuar pelo Coxa, dada a pressão que sofre – e que não o afeta em outros clubes, como aconteceu no América-MG.

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Com o argentino Alvarenga aprontando em sua estreia uma correria pela direita e com Julio Rusch no lugar de Simião, o Coritiba até levou algum perigo, mas os visitantes tinham o jogo controlado. A ponto de Bruno Batata fechar o jogo com um chapéu daqueles sobre o gringo na linha de fundo. O resultado negativo de 3×0 em pleno Alto da Glória na estreia da Taça Caio Júnior já seria um prejuízo suficiente. Mas a falta de opções no elenco que a derrota escancarou foi a conclusão mais preocupante da tarde de domingo.

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