Muito se diz no futebol que a melhor defesa é o ataque. Foi exatamente assim que o técnico Gilson Kleina foi para o jogo de ontem. Jogando no 14 de Dezembro, o Toledo havia somado na primeira fase quatro vitórias e uma derrota (na estreia no Estadual). O treinador do Coritiba sabia que teria pela frente um adversário ofensivo e para evitar uma pressão, resolveu atacar também.

A equipe titular não sofreu alteração tática, mas impôs uma marcação mais avançada. Fechou os lados com Ceará e Carlinhos, que entre os laterais era o que mais apoiava, e a dupla de zaga se aproximava mais dos dois volantes. Assim, e com o gol logo aos três minutos, o Coxa reverteu o jogo e mostrava uma tranquilidade em campo.

Mudança tática

Só que o Toledo foi crescendo e aproveitava o dia pouco inspirado de Negueba. Kleina cobrou o camisa 7 durante toda a primeira etapa, mas não surtia efeito. Lá na frente, o atacante pouco colaborou. Na marcação, deixava espaços para o adversário. Tanto, que o Alviverde voltou para o segundo tempo sem Negueba e, aí sim, modificado taticamente.
Thiago Lopes entrou para fechar a trinca de armadores ao lado de Juan e Dudu. Deu certo.

O Coritiba não só fechou os espaços no meio, como também ficou mais numeroso no setor, confundindo a marcação do Toledo. Tanto que o segundo gol surgiu com Carlinhos ganhando da marcação e avançando em liberdade. Quando cruzou, a defesa do Porco se focou em Kléber e deixou Juan livre para receber e chutar.

Kleina mais uma vez mexeu no time, colocando Vinícius no lugar de Dudu. Não alterou a formação com três meias, mas deu mais velocidade ao time. O forte calor impediu que a ideia desse totalmente certo, mas mostrou que o técnico está trabalhando variações táticas.