A seis jogos de selar seu destino no Campeonato Brasileiro, o Coritiba terá mais uma decisão pela frente. Sábado, contra a Portuguesa, o Coxa entrará em campo duplamente pressionado. Primeiro, por que há três meses não consegue vencer em casa; segundo, por enfrentar mais um adversário que tem as mesmas pretensões dentro do campeonato: fugir do rebaixamento.

Como não aproveitou a fragilidade do Vasco no final de semana, e acabou derrotado por 2 x 1, reabilitando um adversário então afundado na área de degola, o Coritiba novamente recorre à calculadora para evitar o pior no fim da temporada. Na 13.ª colocação, com 40 pontos, e restando ainda 18 em disputa até o desfecho do Brasileiro, a comissão técnica alviverde projeta alcançar 47 pontos – um a mais do que a provável nota de corte – para livrar o Coxa matematicamente do fantasma da Segunda Divisão. ‘Existe um equilibro entre comissão técnica, diretoria e jogadores, mas enquanto a gente não atingir a meta dos 47 (pontos) vamos estar atrás desse objetivo. Enquanto não chegarmos nesse número não teremos total tranqüilidade’, afirma o técnico Péricles Chamusca.

Diante do cenário projetado pelo treinador, a partida contra a Portuguesa, no Canindé, ganha contornos de decisão. Se contrariar o desempenho acumulado fora de casa, que consegue ser pior que o do rebaixado Náutico – duas vitórias como visitante, contra uma do Coxa -, e vencer a Lusa, o Coritiba encaminha sua permanência na Série A. Dependendo dos resultados da 33.ª rodada, o Alviverde pode alcançar a 11.ª colocação, com 43 pontos, e minimizar o risco de degola para simbólicos 2%.

Na hipótese de uma igualdade, a condição da equipe ao término da rodada fica condicionada aos jogos dos adversários em desvantagem na classificação. Um novo fracasso longe de seus domínios, por sua vez, pode complicar o Coritiba. Neste caso, o time pode ver sua atual vantagem de quatro pontos para a zona de rebaixamento ruir para apenas um ponto.

A fim de evitar o pior, Péricles Chamusca ressalta a necessidade de trazer pontos na bagagem do compromisso contra a Portuguesa. ‘Sabemos dessa necessidade de somar pontos fora de casa, e temos trabalhado isso dentro do grupo. O jogo (contra o Vasco) vai servir de lição para a gente. Precisamos nos acostumar a jogar da mesma forma que atuamos contra Grêmio e Cruzeiro, sem a nossa torcida. Então, é levar isso contra a Portuguesa. A gente vai precisar ganhar pontos fora de casa’, pontua o treinador.