O aproveitamento de apenas 20% após cinco rodadas já começa a tirar o sono dos coxas-brancas. Afundado na ZR, o Coritiba corre contra o tempo para qualificar o grupo e reagir na competição. Diretoria e comissão técnica admitem a necessidade de reforços, em especial para o setor ofensivo. Porém, alguns nomes especulados nos últimos dias foram prontamente descartados pelos dirigentes. São os casos de Nenê e, especialmente, Giancarlo.

O artilheiro do Paraná Clube não está nos planos do Verdão, segundo o presidente Vilson Ribeiro de Andrade, que descarta também qualquer possibilidade de acertar com Bruno Rangel, que no ano passado brilhou com a camisa da Chapecoense. Independente de nomes, conceitualmente o Coritiba necessita “para ontem” de novas opções para o ataque, visivelmente fragilizado desde a saída de Deivid. “Seria ótimo se pudéssemos contar com outras peças antes da parada da Copa. Mas, hoje a realidade é buscar soluções dentro do grupo que aí está”, admitiu Roth.

Apesar das carências ofensivas, o Coritiba perdeu para o Cruzeiro devido a erros sucessivos de seu sistema defensivo. Nas últimas partidas a defesa falhou e o meio-campo já não foi tão combativo como em jogos anteriores. Tanto que o Cruzeiro conseguiu dois de seus gols com o meia Ricardo Goulart. “Erramos e temos que corrigir esses pontos”, disse o volante Chico, admitindo a falha no primeiro gol cruzeirense.

Na prática, o que se vê é um Coritiba jogando “no limite” e mesmo assim não conseguindo somar pontos. Para fechar esta primeira fase da Série A em uma condição ao menos segura, o Verdão teria que buscar ao menos três vitórias nos quatro jogos restantes. Nessa projeção, chegaria aos doze pontos, com um rendimento superior a 44% e longe da temida zona do rebaixamento. Independente de uma reação nas próximas rodadas, para um campeonato “sem sustos”, o clube terá que investir.