O Coritiba começou o planejamento para “invadir” Joinville nas dez partidas que terá que cumprir longe no Couto Pereira na Segundona graças à pena imposta pelo STJD.

A ida para o estado vizinho já estava definida na terça-feira, mas ontem a diretoria alviverde e a comissão técnica entraram de cabeça nas ações que serão feitas para marcar a passagem da equipe em Santa Catarina.

O clube quer cativar os torcedores locais com um pacote de ingressos para todos os jogos e vai investir no carisma da equipe para chamar a atenção antes, durante e depois dos jogos.

“Queremos criar um vínculo com o povo, porque não adianta chegar aqui, jogar e ir embora”, justifica Carlos Zanetti, diretor de patrimônio do Coritiba, antes de embarcar de volta para Curitiba.

Ele e o presidente Jair Cirino dos Santos foram a Joinville e levaram o técnico Ney Franco para se encontrar com o prefeito Carlito Merss e começar a planejar a passagem do Alviverde em solo catarinense.

“Vamos antecipar as viagens da equipe para treinar e permanecer um dia após o jogo. Vamos explorar as indústrias, que têm um potencial enorme, e vamos levar os jogadores para ter contato com as crianças nas escolas”, revela o dirigente.

Além do encontro com as autoridades locais, a delegação coxa começou a prospectar as oportunidades. Entre outras questões, o clube já começou a ver onde pode treinar, porque a Arena só será usada nas vésperas das partida.

Para treinamentos, a delegação alviverde visitou a Tupy e gostou do campo. Aliás, a recepção tem sido elogiada por Zanetti. “Muito boa. Joinville é a cidade mais rica de Santa Catarina e não tem um time na Série A ou B, porque o o JEC está na Série D”, destaca Zanetti. E, em cima disso, o Coritiba quer lançar um pacote de ingressos para os dez jogos e facilitar a vida da torcida local.

“O marketing vai preparar algo especial para o supermando e também para os dez jogos de mando em Joinville”, avisa o dirigente. E para jogar na Arena, o clube pagará apenas os custos operacionais.

“A gente assume as despesas da mesma forma como aconteceu na Vila Capanema e no Caranguejão”, diz Zanetti. Sobre uma possível lei local para que os jogos terminem até às 23h15, o dirigente garante que a prefeitura dará o apoio ao clube, porque apenas um jogo está programado para terminar após esse horário.