O Coritiba vive um novo momento na Série B. O melhor, aliás. Desde que o futebol brasileiro voltou à sua rotina após a parada da Copa América, o Coxa embalou. Perdeu por 2×1 para o Criciúma, com um gol nos acréscimos, e desde então não foi mais derrotado. Já são seis jogos invictos, com quatro vitórias e dois empates.

Neste período, tem a melhor campanha da segunda divisão e isto se reflete na tabela. O Alviverde saltou, nestas seis rodadas, da 11ª posição para a vice-liderança, estando apenas dois pontos atrás do Bragantino, o primeiro colocado. Mais do que isso, vem apresentando um melhor futebol, que foi evoluindo. A prova disso foi contra o Figueirense, no último sábado (10).

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Após um primeiro tempo apático, com dificuldades para encaixar o ataque, o time se reformulou em campo e cresceu na etapa final. Se tornou mais ofensivo, aproveitou as oportunidades e venceu por 2×0 com certa tranquilidade. Um resultado que comprovou esta nova fase coxa-branca. Inclusive, com o apoio da torcida.

Mais uma vez, o Couto Pereira esteve lotado. Mais de 36 mil pessoas foram ao estádio empurrar o time, até mesmo nos momentos mais complicados do jogo. Só que depois dos gols e, principalmente, do apito final, o Alto da Glória veio abaixo, com gritos de incentivo vindo das arquibancadas e o agradecimento por parte dos que estavam em campo. A confiança entre as partes voltou, como o meia-atacante Rafinha ressaltou.

“Sabíamos que a torcida ia comparecer e passou a acreditar no nosso time, que começou desacreditado. Ficamos felizes que o torcedor compareceu, mas porque também passa a acreditar na gente. Precisávamos da vitória para entrar no G4, os resultados nos ajudaram e isso é importante. Os adversários vão olhar pra gente lá em cima na pontuação e nosso time é isso. Temos que mostrar nossa força em casa”, afirmou o camisa 7, que entrou no segundo tempo, se mostrando recuperado de uma lesão muscular.

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De fato, o início do Coritiba na Série B não foi dos mais animadores. Antes da Copa América, o Coxa só havia ingressado no G4 na primeira rodada, quando ganhou da Ponte Preta por 2×0. Depois, oscilou rodada após rodada, mas não engrenava. As atuações ruins fizeram até o técnico Umberto Louzer balançar no cargo. Se não ganhasse do Guarani, em Campinas, em junho, teria perdido o emprego. A vitória por 1×0 deu continuidade ao trabalho, que agora vem tendo resultado.

Só que, justamente por já ter passado pelo pior momento, aparentemente, o treinador sabe que não pode relaxar e que novos tropeços daqui em diante podem retomar as cobranças.

“Tem muitos jogos ainda, o campeonato é muito equilibrado. Ficamos felizes pelo momento, mas temos que tomar cuidado com as armadilhas que o futebol prega. Estamos no caminho certo, mas com os pés no chão. O nosso objetivo é colocar o Coritiba na primeira divisão e para isso temos que trabalhar muito”, ressaltou Louzer.

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Mesmo diante desta evolução, qualquer tropeço pode ser fatal. Tanto que o Coritiba já volta a campo na próxima terça-feira (13), quando recebe o Brasil de Pelotas-RS, às 21h30, no Couto Pereira, podendo alcançar a liderança, caso o Operário vença o Bragantino nesta segunda-feira (12). Por outro lado, se a combinação de resultados for ruim, o time pode terminar a terça em terceiro, cinco pontos atrás do primeiro colocado e correndo o risco de sair do G4 no final de semana.

“Os atletas têm se dedicado ao máximo, têm entendido a responsabilidade deles e a entrega é diária. Não é porque vencemos o jogo que está mil maravilhas. É um processo diário e ficamos felizes com a resposta dos atletas. Temos muito ainda a evoluir, terça-feira tem mais e teremos que provar novamente que somos capazes, No futebol, tem que mostrar sua capacidade todos os dias. O que fez hoje não vai ser o suficiente para conseguir o resultado amanhã”, completou o comandante alviverde.