O Coritiba tem até amanhã para entrar com recurso contra a perda de um mando de campo, mas o departamento jurídico quer se antecipar e vai hoje ao STJD apresentar defesa no caso das bombas na Baixada.

O clube espera que o presidente em exercício do tapetão, Virgílio Val, suspenda a decisão da 4.ª comissão antes do julgamento definitivo, para que o Alviverde não seja obrigado a mudar nenhum mando desnecessariamente. O departamento de futebol, por precaução, já está analisando as melhores opções de logística caso a pena seja confirmada.

“Estamos focando a defesa em três pontos: o Coritiba não tem poder de polícia, esse poder compete ao Estado; o Coritiba não detém poder de gerenciamento sobre o estádio mandante, no caso a Baixada e, por fim, focar na letra do artigo 213, que faz uma distinção sobre o mandante e a responsabilidade sobre a torcida adversária, e que seriam apenas dois casos onde poderia haver a punição ao clube visitante: a torcida invadir o gramado ou jogar objetos ao gramado prejudicando o andamento da partida”, revelou Gustavo Nadalin, diretor jurídico do Coritiba.

De acordo com ele, a procuradoria não provou o que trata o artigo 213 do CBJD. E mais, o tapetão não teria sido nem coerente com o que já julgou anteriormente. “Na semana anterior, tivemos um jogo, Ponte Preta x Guarani, onde houve arremesso de objetos, tumulto, ambos foram denunciados, ambos absolvidos. Atlético x Corinthians na Copa do Brasil. Corinthians foi denunciado e relatado na súmula que um torcedor corintiano arremessou uma cadeira contra a torcida do Atlético, foi denunciado e absolvido, sempre citando o que está disposto no artigo 213”, completou.

A previsão é que o julgamento ocorra na sexta-feira ou na semana que vem, o que é mais provável. Em todos os casos, o clube já está verificando onde poderia mandar o jogo, caso tenha que cumprir a pena.

O clube está consultado as federações paranaense e catarinense sobre opções de estádios em conformidade com o que pede o regulamento da Série A. Arena Joinville; Willie Davids, em Maringá; Café, em Londrina e Olímpico, em Cascavel, são as opções.