O Coritiba tomou a maior pena imposta na história do STJD, mas saiu do Rio de Janeiro comemorando, já que conseguiu se defender melhor, foi julgado com base no novo CBJD e viu a pena de 30 mandos de jogos e multa de R$ 610 mil caírem para dez e R$ 100 mil, respectivamente.

Com isso, o clube só jogará no Couto Pereira pela Segundona em meados de setembro, mas o alívio é grande no Alviverde já que a punição anterior era rigorosa demais. A procuradoria do órgão, inclusive, sustentou a posição pela pena original, mas tomou uma goleada dos seis auditores presentes.

“No fundo, nós esperávamos a absolvição porque o Coritiba fez tudo que era possível para prevenir esse fato. Mas consideramos que houve uma vitória porque o procurador pediu novamente 30 mandos de partida, considerando que cada uma das hipóteses, desordem, arremessos de objetos e também o problema de invasão deveriam ser somados e isso o tribunal recusou”, avaliou o advogado René Dotti.

Ele fez a defesa do clube no plenário do STJD junto José Mauro Couto de Assis Filho. “Dentro das circunstâncias e da chamada responsabilidade objetiva, que o Coritiba é vítima no caso, a solução foi razoável”, destacou Dotti.

A mesma opinião teve o diretor jurídico do Coritiba Gustavo Nadalin. “Entendíamos que havia elementos para a absolvição. Porém, pela selvageria ocorrida todos nós, advogados envolvidos na defesa, torcedores e paranaenses estamos satisfeitos com o resultado obtido”, apontou. Para ele, a pena inicial era “absurda”.

“Toda a preparação do recurso foi focada na diminuição da pena. De qualquer forma, a redução pode ser considerada uma vitória. Estamos satisfeitos!”, comemorou Nadalin, que também esteve presente no plenário e completou a banca de 12 profissionais que defenderam o clube.

Já o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade lamentou o prejuízo técnico que a equipe terá na Série B. “É uma pena dura, difícil. O Coritiba vai ter que cumprir mais da metade dos jogos fora da sua casa no Campeonato Brasileiro. Além do prejuízo financeiro, teremos um enorme prejuízo técnico, porque vamos ter que procurar um espaço para jogar nesse período”, lamentou.

A posição do Coritiba em comemorar o julgamento se valeu também da postura do procurador geral Paulo Schmitt, que voltou a pedir uma punição severa apesar de garantir que não propôs 30 perdas de mandos e sim uma punição rigorosa.