Apesar de a torcida do Coritiba já estar ansiosa para saber quem substituiirá o técnico Ney Franco e quais serão os reforços para 2011, a diretoria do clube avisa que esse planejamento só será possível fazer após a definição do orçamento para o ano que vem. Sem querer fazer uma peça de ficção, apenas para apresentar ao conselho deliberativo, o Alviverde traça planos factíveis para retornar à Primeira Divisão organizado, gastando aquilo que arrecadar e contratando dentro das possibilidades. “Estamos trabalhando no planejamento e onde vamos buscar o dinheiro para pagar treinador e contratar reforços”, avisa o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade, sem maiores detalhes.

Segundo ele, antes disso não haverá novidades. “O foco é subir para a Primeira Divisão. Temos um prazo para mandar o orçamento ao conselho, que é até o final de novembro, mas não é uma equação”, pondera o dirigente, completando: “Tudo o que eu planejo, eu cumpro”. Isso por que, ele garante que o orçamento não será apenas “para inglês ver”. “Vou dar um exemplo: antes, se faltava R$ 10 milhões para completar o orçamento, se dizia: vamos vender um jogador. Se faltasse R$ 20 milhões: vamos vender jogadores. Só que não vendiam e ficava o rombo”, expõe.

Agora, o dirigente garante que isso não vai mais acontecer. “Por isso, implantamos uma mudança cultural nesses dez meses, para ter uma coisa concreta, com cumprimento dos objetivos e com cada área gastando somente o que pode”, justifica. O que ter para gastar é o maior problema do Coritiba, admite o vice-presidente. “Eu não sou irresponsável e o Coritiba está tentando se ajustar para ter um orçamento compatível com as receitas”, aponta.

A maior bronca é com a televisão, que, segundo Andrade, vai pagar somente R$ 1,2 milhão para todos os clubes no estadual. “Um absurdo”, diz. Mas o vice-presidente garante que o clube está conseguindo superar as dificuldades após o rebaixamento. “Estamos bem otimistas. O trabalho está sendo bem feito, tivemos inúmeras dificuldades, mas vamos coroar com a subida para a Primeira Divisão”, analisa. Assim, sonhos como Adilson Batista (R$ 300 mil de salário) no comando da equipe fica para depois. “Não temos a mínima condição. Seria ótimo, mas financeiramente foge das nossas condições”, complementa o dirigente.