Em 16.º lugar na tabela do Campeonato Brasileiro, com 28 pontos, o Coritiba não consegue embalar na competição, sempre oscilando jogo após jogo. Porém, se dependesse da artilharia coxa-branca, a situação seria bem diferente. O clube tem o terceiro melhor ataque do Brasileirão, com 38 gols, atrás apenas de Fluminense (41), Atlético-MG (39) e Botafogo (39). Em 2011, o setor ofensivo já havia mostrado sua força, quando balançou as redes adversárias 142 vezes, sendo 57 na competição nacional. Nesta temporada, o Alviverde já balançou as redes 114 vezes.

Por outro lado, a defesa é a mais vazada do torneio, com 45 gols sofridos – quatro a mais do que sofreu durante todo o Brasileirão no ano passado, quando levou 41 e teve a quarta melhor zaga de 2011. Foram números que colaboraram para que o time terminasse em 7.º lugar na tabela, bem diferente do desempenho atual. Neste ano, por sete vezes o time acabou levando três gols em uma partida, inclusive quando venceu (4 x 3 sobre o Náutico). Sem contar o 4 x 1 sofrido para a Ponte Preta.

Já o ataque tem sido a salvação alviverde. Embora muito criticado, por não ter um matador até a chegada de Deivid, o setor dá conta do recado e deixa a situação do clube menos drástica no campeonato. Sem um artilheiro efetivo, 16 jogadores já tiveram o gostinho de balançar as redes, sendo que três já nem fazem mais parte do elenco – Tcheco, que se aposentou, e Leonardo e Lucas Mendes, negociados.

Em 25 partidas, o Coxa só passou cinco vezes em branco, deixando sua marca em 80% das vezes em que entrou em campo. Ao mesmo tempo, a equipe não foi vazada também em cinco ocasiões. Ou seja, a cada cinco rodadas, o Coritiba marca e sofre ao menos um gol. Números que levam a equipe à incômoda briga contra o rebaixamento. Trata-se de um dilema que vem ameaçando o Alviverde desde o começo, haja vista que a melhor colocação foi um 10.º lugar, na 3.ª rodada.