Jogadores e integrantes da comissão técnica do Coritiba não querem nem imaginar um eventual fracasso no jogo de amanhã. O Verdão encara o Maringá às 16h, no Couto Pereira, precisando de uma vitória por dois gols de diferença para assegurar presença em mais uma final de Campeonato Paranaense. Uma vitória simples levaria a decisão para a cobrança de penalidades máximas. Otimista por natureza, o técnico Dado Cavalcanti “vende” essa imagem de ampla e total confiança.

O treinador nem quis dar ênfase aos desfalques. Mais uma vez ele não terá Leandro Almeida, Moacir, Germano e Zé Love. Independente das baixas, Dado fala em postura ofensiva, aproveitando o retrospecto positivo do Coritiba jogando no Couto Pereira. Na temporada, o Alviverde teve apenas um deslize em casa (o empate por 2×2 com o Prudentópolis). Porém, dentre as vitórias obtidas com o time principal, apenas uma delas foi com a diferença necessária para assegurar a classificação nos 90 minutos.

Neste Estadual, o Coxa venceu o Rio Branco por 2×0, na fase classificatória. Todas as outras três vitórias foram por apenas um gol de diferença (1×0 no J. Malucelli e 2×1 no Operário e no Rio Branco). Os triunfos mais recentes, sobre o Fantasma e o Leão da Estradinha, foram “de virada”, com uma boa dose de dramaticidade. “Nessas partidas, tínhamos 45 minutos para reverter um placar. Desta vez, temos 90 minutos para buscar a virada. Confio no grupo e sinto os jogadores mobilizados e em clima de decisão. Não poderia ser diferente”, garantiu Dado Cavalcanti.

O treinador credita a instabilidade da equipe também às constantes alterações, muitas delas forçadas. Só que neste momento de decisão, ele quer deixar esse detalhe “no fundo do baú” e mantém o foco nas peças disponíveis. Sem um primeiro volante específico, ele continua apostando em Gil nesta função. “É uma questão de ajuste. Só que respeitando as individualidades. Não posso exigir que os jogadores realizem algo que esteja além de sua característica. Na prática, vejo que o Coritiba vem se virando bem diante das adversidades”.

Para Dado Cavalcanti, mesmo distante da linearidade que todos almejam, o Coxa vem conseguindo bons resultados. “Jogamos mal naquele primeiro tempo contra o Rio Branco, onde a equipe foi sonolenta. Em Maringá, levamos dois gols, mas sem jogar tão mal assim. Criamos pelo menos três oportunidades claras de gols”, ponderou. “Mas, vamos deixar tudo isso de lado agora. Vamos atrás da vitória. Se não der por dois, com pelo menos um gol para levar a decisão para os pênaltis”, arrematou.