O Coritiba começou 2013 reajustando os valores da modalidade do sócio-torcedor. Com o acréscimo de 7,6% nos preços, pouco acima da inflação no país, os planos vigentes passam a variar de R$ 78 a R$ 210, dependendo do setor no estádio Couto Pereira. Em carta destinada aos associados, e enviada junto com o boleto de mensalidades, o presidente Vilson Ribeiro de Andrade frisou que, apesar da necessidade de novos e volumosos investimentos para o próximo ano, a alta seguiu a linha inflacionária. “Apesar do crescente aumento dos custos e necessidades de novos e maiores investimentos para 2013, decidimos ajustar as mensalidades apenas em linha com os índices inflacionários. Fazemos dessa forma para não onerar em termos reais a contribuição dos sócios”, justificou.

Para o diretor da Pluri Consultoria, Fernando Ferreira, os valores praticados estão dentro da média do futebol brasileiro, mas deve-se também pensar em planos mais acessíveis aos torcedores. “De uma maneira geral, os valores [praticados pelo Coritiba] estão compatíveis com os praticados no cenário brasileiro, mas é preciso pensar em alternativas, com planos mais acessíveis”, aponta. As metas da diretoria para os próximos anos, no que diz respeito ao número de sócios, são ambiciosas. A palavra do clube é atingir 40 mil associados já em 2013, ampliando esse número para 50 mil até 2015. “Caminhamos para fortalecer nosso quadro e a ampliação dele para 40 mil em 2013 e 50 mil em 2015, dentro de nossas várias modalidades”, garante José Rodolfo Leite, superintendente administrativo do clube.

No planejamento do Coritiba para 2013 estão programadas melhorias em suas instalações. O novo centro de treinamentos, em Campina Grande do Sul, será feito em etapas, com investimento que pode variar de R$15 milhões a R$ 50 milhões de reais. Ainda está planejada a construção do novo setor da reta da Mauá, com valores também não confirmados. Para o consultor Fernando Ferreira, os investimentos que o Alviverde fará em seu patrimônio (principalmente no Couto Pereira) vão refletir também num incremento no número de sócios. Ele ainda cita o exemplo do rival, Atlético, que com a modernização da Arena da Baixada ganhará novos sócios. “A tendência é haver um incremento natural nos quadros associativos, tanto no Coritiba quanto no Atlético”, afirma.