Matar ou morrer. É com este sentimento que o Coritiba entra em campo hoje, às 19h30, no Serra Dourada, em Goiânia, para enfrentar o Goiás, na luta direta para fugir do risco de rebaixamento. Enquanto uma vitória, ainda com três rodadas para o final do Brasileirão, pode significar o início da fuga contra a degola, um revés pode deixar o Verdão ainda mais perto de disputar a Série B do ano que vem. Isto porque Coxa e Goiás estão com 34 pontos na classificação e abrem a zona de rebaixamento da competição nacional.

Apesar de viver um jejum de vitórias no Brasileirão que já dura sete rodadas, o time coxa-branca se apega na boa atuação que teve contra o Corinthians, em São Paulo, mesmo tendo perdido por 2×1. O bom rendimento do Verdão naquela oportunidade fez a diretoria alviverde repensar na escolha de um novo treinador e o então interino Pachequinho foi mantido no cargo até o final do Brasileirão.

Time

Para o duelo decisivo contra o Goiás, Pachequinho terá duas baixas. O zagueiro Rafael Marques e o atacante Kleber estão suspensos por terem recebido o terceiro cartão amarelo. Depois de cumprir suspensão, o zagueiro Walisson Maia volta à defesa coxa-branca ao lado de Juninho e, na frente, a novidade será o jovem Thiago Lopes, de apenas 19 anos.

Com isso, Pachequinho vai desmanchar a trinca de atacantes que foi utilizada diante do Corinthians e reforçará o setor de criação com Thiago Lopes, que atuará ao lado de Juan no meio de campo. O jogador, apesar da pouca idade, garantiu que o clima de decisão contagiou todo o grupo para este duelo. “Estamos encarando essa semana como decisão, com certeza é uma final. Ainda mais porque é um adversário que está brigando para escapar do rebaixamento, igual a gente”, cravou.

Assim, o ataque alviverde terá mais uma vez Negueba, que foi o destaque do Verdão no duelo contra o Corinthians e Henrique Almeida. O artilheiro do Coritiba no Brasileirão, que não marca um gol desde o duelo contra o Joinville, correu o risco de não poder enfrentar o Goiás, mas conseguiu o efeito suspensivo e estará em campo hoje à noite, em Goiânia.

Trabalho

Com o respeito do grupo e do torcedor coxa-branca, o treinador trabalhou intensamente com o elenco nos últimos dez dias que antecederam a partida e buscou dar a sua cara ao time. “Vou usar um pouco de tudo. Tive alguns técnicos importantes com relação a parte tática e que dá para aliar com a modernidade. Isso faz com que você coloque aquilo que você imagina ser o correto e melhor”, pontuou Pachequinho. (LF)

Vitória é necessidade

Somente uma vitória pode tirar o Coritiba da zona de rebaixamento. Nem mesmo um empate contra o alviverde do Planalto Central pode deixar o Coxa, faltando apenas três rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, fora da área de risco da competição nacional. Em uma projeção otimista, em caso de vitória, o Verdão pode terminar a rodada na 15ª colocação. Mas, por outro lado, um revés pode derrubar o time para a penúltima posição.

Como sair

Para sair da ZR, o Coritiba, além de vencer, fora de casa, terá que torcer para que Avaí e Figueirense não vençam seus compromissos contra Joinville, na Ressacada, e Ponte Preta, em Campinas, respectivamente. Se os dois catarinenses vencerem, mesmo que derrote o Goiás o time alviverde não conseguirá sair da área da degola.

O duelo contra o Goiás é fundamental para as pretensões do Verdão na luta contra a degola se a rodada não ajudar o time coxa-branca. Em caso de, um revés em Goiânia e de vitórias do Vasco sobre o Corinthians e também de Avaí e Figueirense nos seus compromissos, o Cori, além de fechar a rodada na penúltima colocação, não conseguirá sair da zona de rebaixamento mesmo que vença o Santos, domingo à noite.

Por isso, nem mesmo um empate interessa para o Coxa neste compromisso contra o Goiás. “Não dá para considerar o empate um bom resultado. Se Deus quiser, jogando desse jeito a gente sai com a vitória”, frisou o atacante Negueba.

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