Coritiba e São Paulo iniciam amanhã, no Morumbi, uma disputa por uma vaga na grande decisão da Copa do Brasil. Mais do que isso, os dois times fazem um duelo direto para ver quem é melhor na história da competição e entrar no grupo dos 10 melhores do segundo principal torneio do país.

Desde que a Copa do Brasil foi criada, em 1989, os dois clubes chegaram apenas a uma decisão – o Alviverde em 2011 e o Tricolor em 2000 -, mas acabaram amargando o vice-campeonato. As poucas vezes que chegaram a brigar efetivamente pelo título se refletem diretamente no ranking do torneio.

Com 159 pontos em 86 jogos, o São Paulo ocupa a 11.ª colocação, enquanto o Coritiba vem logo atrás, com 157 pontos em 98 partidas, na 13.ª posição. Uma vitória, seguida da classificação para a segunda final, garante à equipe uma vaga entre os dez melhores, uma vez que o Internacional soma 160 pontos.

Apesar da classificação mediana na história da competição, o Coxa se vê entre os principais clubes que já disputaram a Copa, à frente, inclusive, de times como Botafogo e Santos, apesar de estar atrás de Vitória e Goiás. A explicação é simples. Nos primeiros anos da Copa do Brasil, apenas 32 equipes participavam do torneio – 22 campeões estaduais, mais dez vices. Apenas com o passar do tempo é que mais vagas foram abrindo, até chegar ao formato atual, com 64 representantes, definidos entre estaduais e ranking da CBF.

Desta forma, era comum grandes times ficarem fora do torneio. Além disso, a partir de 2001, os brasileiros que disputam a Libertadores automaticamente não disputam a Copa do Brasil – o que mudará em 2013. Tanto que Grêmio e Cruzeiro, maiores campeões, com quatro títulos cada um, são apenas segundo e sétimo, respectivamente. Enquanto o Atlético-MG, que sequer chegou a uma decisão, é o quinto.

Números que na prática não servem de nada, uma vez a disputa é em mata-mata, e não por pontos. Haja vista que Santo André e Paulista, que já levantaram a taça, sequer se encontram entre os 25 melhores ranqueados. Mas serve como parâmetro para colocar o Coxa no patamar dos chamados grandes da Copa do Brasil, principalmente por conta das recentes participações.