Especialistas que opinaram sobre a “onda corintiana” no futebol paranaense apontam que o Coritiba está no caminho certo. Guardadas as devidas proporções, Coxa e Timão têm trajetórias em comum. Ambos se reorganizaram após a queda para a Série B e colhem bons resultados no campo. Para Fábio Wolff, professor de gestão e marketing esportivo da Trevisan Escola de Negócios, o modelo adotado nos dois clubes é referência e pode gerar resultados expressivos inclusive em um clube que não tenha as maiores receitas, como é o caso do Coxa. “O modelo de gestão passa a ser referência. Um trabalho profissional, e bem feito, gera resultados extraordinários. Isso é possível mesmo que o clube não esteja entre os maiores do país”, aponta.

O profissional destaca o planejamento feito pelo Coxa desde 2010, e seus consequentes resultados. “Tenho acompanhado um trabalho muito competente por parte do Coritiba. O desempenho do clube nos últimos dois anos, dentro e fora do campo, vem demonstrando isso”, afirma Fábio. Opinião compartilhada pelo diretor da Pluri Consultoria, Fernando Ferreira. “O Coritiba tem feito um bom trabalho. É um clube gerido por profissionais bem capacitados na área de gestão, e seu planejamento está à frente de vários clubes do futebol brasileiro. As perspectivas em médio prazo, e já para 2013, são ótimas, mas é preciso dar continuidade ao trabalho que vem se consolidando”, disse.

O vice presidente de futebol do Coritiba, Paulo Thomaz de Aquino, revela que o sucesso da gestão do clube é a assertividade, já que proporcionalmente a receita é inferior aos gigantes do futebol brasileiro o que torna maior o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. “Nada é por acaso. Seria uma ousadia querer comparar o orçamento do Coritiba com o do Corinthians. Mas apesar das dificuldades buscamos alternativas para colocar o Coritiba em evidência, como manter a cautela nas decisões. Assim a assertividade é maior”, disse.

De acordo com Paulo Thomaz, o planejamento do Coxa vira referência para outros clubes, inclusive com orçamentos superiores. “Quando nós conversamos com dirigentes de outras equipes, com orçamentos três, quatro vezes maiores que o nosso, somos questionados sobre como conseguimos realizar um bom trabalho com pouco dinheiro. Mas nada é por acaso. Com um planejamento mais organizado, a probabilidade de conquistas é maior”, finalizou.