Com mais baixos do que altos, o Coritiba até que terminou bem a primeira metade do Brasileiro, principalmente pelas duas vitórias seguidas contra Palmeiras e Vasco, nas duas últimas rodadas do turno, que deram um novo ânimo para a sequência. Ao mesmo tempo em que passou longe de empolgar o torcedor dentro de campo, fora das quatro linhas o Coritiba ainda conviveu com muitos problemas políticos.

O Coritiba iniciou mal o Brasileirão. Com uma vitória e cinco derrotas nas seis primeiras rodadas, o primeiro a sair foi o técnico Marquinhos Santos, que foi demitido com o aproveitamento pífio de apenas 16%. Ney Franco, escolhido para dar novos rumos, ainda não engrenou e, com 38% de rendimento ao final do primeiro turno, chegou a estar ameaçado.

Porém, o treinador teve que remontar o time a partir da sétima rodada e os resultados, mesmo que ainda longe do esperado, começaram a aparecer nos últimos jogos. No meio do caminho, Ney Franco conviveu com a saída do então vice-presidente de futebol, Ernesto Pedroso.

A partir daí, o departamento de futebol passou a ser tocado por um comitê formado pelo próprio Ney Franco, pelo diretor executivo Maurício Andrade, pelo superintendente André Mazzuco, além do presidente Bacellar. Homens de confiança do treinador, como o goleiro Wilson, o zagueiro Rafael Marques, o lateral-esquerdo Juan e o atacante Henrique Almeida foram contratados com a missão de manter o Coxa na elite.

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O processo de reconstrução, além das novas contratações, passou também pela dispensa de alguns jogadores. Recentemente, cinco foram afastados e outros não foram liberados porque o próprio treinador impediu que isso acontecesse. Um destes foi o volante João Paulo, que teve a sua permanência bancada por Ney Franco, apesar da pressão para seu afastamento.

Ao mesmo em que a defesa foi inconstante no Brasileirão, a baixa produtividade do ataque é algo que preocupa. Foram apenas 13 gols em 19 partidas e o Coxa fechou o primeiro turno com o terceiro pior ataque.

Um dos pontos negativos na campanha é o aproveitamento no Couto Pereira. Forte aliado em outras temporadas, o fator casa não fez a diferença, pelo menos até agora, e o aproveitamento em casa é de apenas 48% até agora.

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