O Coritiba terá uma missão duríssima pela frente. Serão dezenove jogos, em pouco menos de três meses, para que o técnico Marquinhos Santos mude a história do clube nesta temporada e dê a um grupo, até aqui perdedor, um novo perfil. Historicamente, os clubes que encerram o primeiro turno na maldita ZR têm uma probabilidade muito maior de queda. Desde 2006, ano em que a Série A passou a ser disputada por vinte equipes, 65,62% dos clubes que fecharam a primeira metade da competição na parte de baixo da tabela de classificação não conseguiram reagir.

Vendo sob uma ótica otimista, pelo menos um dos retardatários tem grandes chances de fuga. A exceção, até hoje, ocorreu apenas em 2012, quando os quatro últimos (Palmeiras, Atlético-GO, Sport e Figueirense) se mantiveram no Z4 até o final. ‘Sabemos que o quadro não é fácil. Mas, temos que superar tudo isso com muito trabalho. Se não há tempo para treinar, as correções terão que vir no diálogo e na motivação’, comentou o técnico Marquinhos Santos, logo após o jogo em Salvador, que decretou a permanência do Verdão na ZR por dezesseis rodadas seguidas.

Os sites de estatísticas conferem ao Coritiba um risco grande de degola. No Chance de Gol, a ameaça é de 54,5%, e no Infobola, 56%. Porém, o Coxa é apontado como o quarto time com maiores possibilidades de rebaixamento. Criciúma, Vitória e Bahia apresentam números ainda piores. Pelos estatísticos, a ‘briga’ do Coritiba seria contra Chapecoense e Palmeiras pela última vaga na Série A. ‘É péssimo estar nessa situação. Mas, o importante é que a distância para os clubes que estão logo acima da ZR não está aumentando’, lembrou o volante Gil. São apenas três pontos, por exemplo, para a Chapecoense, 15º colocado, e o adversário de amanhã.

Só que desde 2010, a média de clubes que se ‘safaram’ após um primeiro turno ruim diminuiu. Em 2012, ninguém escapou. Nas outras duas temporadas, apenas um conseguiu reagir na segunda metade da competição. O Atlético-MG, em 2011, saiu da vice-lanterna para fechar a competição com 45 pontos, em 15º lugar. Pior para o Ceará, que acabou rebaixado, com 39 pontos. No ano passado, foi a vez do São Paulo fazer um turno péssimo, com somente 18 pontos, e recuperar-se na segunda metade, chegando a 50 pontos, com um 9º lugar. Reação que acabou determinando a queda do Vasco.

A partir de amanhã, quando recebe a Chapecoense, o Coritiba deve projetar a busca por aproximadamente 30 pontos. No ano passado, o Fluminense só não caiu com 46 pontos por conta da punição à Portuguesa. Na atual temporada, porém, o aproveitamento dos retardatários está muito abaixo deste patamar. O Palmeiras, primeiro fora da ZR, com os mesmos 18 pontos do Criciúma, tem um desempenho de 31,5%. Para não correr risco, porém, o Verdão deve trabalhar com uma média mais elevada. Resta saber se o atual elenco, que até agora não engrenou, terá forças para mudar o cenário, hoje muito nebuloso.

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