O Coritiba só estreia no sábado na Série B, mas a maratona da comissão técnica e dos jogadores começa exatamente às 22h de hoje num hotel de São José dos Pinhais.

É lá que o elenco irá se reunir para esperar a primeira viagem da competição às 7h05 de amanhã. E serão muitas. Tantas que nem o clube sabe ao certo quantas. Não tem nem o cálculo de quantos quilômetros irá percorrer.

Calculando via terrestre, o Alviverde rodará nada mais, nada menos, do que 51,5 mil quilômetros nos trajetos de ida e volta na busca pelos pontos necessários para subir ainda este ano para a primeira divisão.

“A gente tem que ter um planejamento bom e isso está sendo muito bem feito pelo Paulinho (Alves), nosso supervisor. Essa montagem de viagem é o nosso grande problema na Série B. Essa questão de não jogar em casa”, analisa o técnico Ney Franco.

No início do ano, com o Couto Pereira interditado, a equipe teve que cumprir três mandos na Vila Capanema e dois no Caranguejão.

“Começamos jogando só fora de casa e nosso aproveitamento foi muito alto. A gente tem essa referência e vamos nos cobrar e cobrar os atletas. Vamos fazer um planejamento que tente minimizar o máximo essa questão de viagem”, revela Ney.

E esse planejamento já está quase todo alinhavado. “Tivemos uma reunião com a comissão técnica e com os atletas e foi definido como serão todos os jogos”, avisa Paulinho.

De acordo com ele, a intenção dessa conversa conjunta foi tentar minimizar ao máximo as despesas que o clube terá, mas também dar o máximo de conforto aos jogadores.

“Temos que fazer o melhor para os jogadores e o clube também, porque é preciso ter o descanso necessário entre as partidas para que o desempenho seja bom”, justifica.

Um exemplo que Paulinho dá é que nas viagens para Joinville as voltas serão feitas sempre após as partidas, mas após o confronto contra o Brasiliense na terça-feira (dia 25), todos dormem na cidade catarinense e voltam no dia seguinte mais descansados, porque à noite já tem outro trecho rumo a Arapiraca, com jogo na sexta-feira, dia 28. Tem mais.

O clube ainda não sabe como fazer para ir a Ipatinga e Juazeiro do Norte. A CBF oferece 28 passagens aéreas em cidades servidas pela TAM, que não atende nesses locais. Por isso, o clube teria que ir até as capitais e pegar um ônibus ou fretar um avião por conta própria para chegar ao destino.