O torcedor que for ao Couto Pereira prestigiar a partida de amanhã às 19h30, contra o Operário, possivelmente não tem na ponta da língua a escalação que o Coritiba, líder do Paranaense, deverá entrar em campo. É que desde que a equipe titular estreou no Estadual, há três rodadas, o técnico Dado Cavalcanti ainda não conseguiu repetir a escalação – seja em função do crônico problema com jogadores lesionados, atletas fundamentais dentro da proposta tática e que foram negociados ou ainda pela opção dentro do planejamento em poupar algumas de suas principais peças.

Apesar de considerar uma situação dentro da normalidade, e à qual todos os clubes brasileiros estão sujeitos, o próprio treinador lamenta a alta rotatividade de jogadores dentro da equipe, assim como a ausência de um trabalho voltado à repetição de uma base. ‘Infelizmente aconteceram muitas trocas, a equipe que estreou (na 6.ª rodada, com vitória por 2×0 sobre o Rio Branco) é bem diferente dessa que terminou jogando (a partida diante do Toledo, domingo passado). É natural que isso aconteça e ainda bem que está acontecendo com o aspecto de evolução e com vitórias. Com repetição a tendência é evoluir, infelizmente não tive ainda a oportunidade de iniciar e finalizar um jogo com a mesma equipe, mas é normal também que aconteçam trocas’, analisa o comandante alviverde.

Para o compromisso de amanhã à noite, contra o Fantasma, a ausência de jogadores com status de titular, e que estão entregues ao departamento médico, não apenas deverá dificultar a vida de Dado Cavalcanti para definir o onze titular, mas pode, inclusive, alterar a disposição tática do Alviverde. Sem poder contar com o angolano Geraldo e o meia-atacante Roni, que estão fora de combate por tempo indeterminado devido a problemas musculares, e possivelmente ainda o lateral-direito Norberto – que dentro do esquema traçado por Dado atua na meia-cancha -, em recuperação de uma lesão no ombro, o técnico não conta com muitas opções de velocidade dentro do elenco. Até conta. O meia Diogo Sodré, último atleta a desembarcar no Alto da Glória nesse início de temporada e que foi contratado junto ao mundo árabe teve sua situação regularizada e está inscrito na competição, mas ainda se encontra em processo de readaptação ao futebol brasileiro, e aprimora a parte física no CT da Graciosa. A mesma situação é vivida pelo atacante Zé Eduardo, que em função de um longo período de inatividade também treina em separado.

Além da ausência de homens de velocidade, a cozinha alviverde também está combalida, com o zagueiro Leandro Almeida, que sentiu uma fisgada no músculo posterior da coxa esquerda no último domingo, contra o Toledo, fora do jogo de amanhã. Dudu e Chico são os mais cotados para suprir as lacunas em aberto no time, que deverá ser definido no treinamento de hoje à tarde, no CT da Graciosa.