A derrota do Coritiba por 3×2 para o Toledo, nos pênaltis, após empatar por 1×1 no tempo normal, não passou impune pela arquibancada do estádio, que protestou contra a diretoria. O que era para ser uma tarde de festa, com uma marca histórica do goleiro Wilson, que completou 200 jogos pelo clube, além de ser a final da Taça Barcímio Sicupira Júnior, com o Coxa como o grande favorito, acabou em protesto diante do novo vexame.

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Pouco mais de oito mil pessoas estiveram presentes na queda do Alviverde no Campeonato Paranaense. O clima, mais uma vez, não foi dos melhores. Os torcedores estavam apreensivos desde o início do jogo, com a equipe não rendendo e ainda sofrendo um gol com desvio de Rodrigão minutos antes do intervalo.

No começo do segundo tempo, o atacante se redimiu, empatou de cabeça e deu esperança para a torcida, que passou a incentivar e, na base da pressão, o Verdão até teve duas chances de virar o confronto. Mas foi só. O jogo foi passando, as dificuldades continuaram e o Toledo, bem postado defensivamente, conseguiu levar a decisão para as penalidades.

Aí, mais revolta. Wilson errou o seu, mas até defendeu dois do adversário e teve seu nome gritado. O Porco ainda errou mais um. Mesmo com as três cobranças erradas, o Coritiba foi ainda mais incompetente e errou quatro vezes.

Novo técnico do Coritiba, Umberto Louzer acompanhou a partida no Couto Pereira. Foto: Albari Rosa
Novo técnico do Coritiba, Umberto Louzer acompanhou a partida no Couto Pereira. Foto: Albari Rosa

A torcida, com a nova decepção, passou a protestar contra o presidente Samir Namur, pedindo a sua saída do cargo. O técnico Umberto Louzer, que será apresentado oficialmente nesta segunda-feira (25), acompanhou a partida em um camarote do setor Pro Tork e chega bastante pressionado mesmo sem estrear. Um cenário que o ídolo do Alviverde, o ex-meia Alex, considerada complicado.

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“Eu não trato derrota como vexame, por que já estive ali dentro e tem uma equipe do outro lado. O Toledo montou uma proposta e teve êxito. É um momento delicado, o calendário se apertou e vai ter que buscar uma vaga na final no segundo turno. O objetivo maior é a Série B. O novo treinador que chega vai ter que observar e trabalhar para ter um padrão melhor e definido no Brasileiro. O cenário é de pressão e vem desde o ano passado”, avaliou ele, em entrevista à Tribuna do Paraná.

O Coritiba só volta a campo no dia 10 de março para enfrentar o Cianorte, no Albino Turbay, pela primeira rodada da Taça Dirceu Krüger.

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