Muita emoção e agradecimento. Foi assim que familiares, amigos, ex-colegas, torcedores e admiradores deram adeus a Dirceu Krüger, um dos maiores ídolos do Coritiba. Na noite desta quinta (25), foi realizado o velório do eterno Flecha Loira, no espaço Belfort Duarte, dentro do estádio Couto Pereira. Filas se formaram na parte de fora para que os admiradores pudessem se despedir. Flores e faixas foram colocadas por fãs na estátua erguida em homenagem a ele.

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Krüger faleceu aos 74 anos, na manhã de ontem, em decorrência de complicações de uma cirurgia realizada no intestino, na semana passada. O corpo do ex-jogador, que também atuou como técnico, auxiliar e responsável pelas categorias de formação do clube, com 53 anos de dedicação ao Coxa, será cremado ainda nesta quinta.

Além de familiares e amigos, estiveram presentes no velório ex-companheiros, jogadores do atual elenco coxa-branca, dirigentes e ex-atletas que tiveram suas formações diretamente ligadas ao Flecha Loira.
Pachequinho, treinador e ex-jogador do Coxa, teve seus primeiros aprendizados, ainda na categoria infantil, com Krüger, que o acompanhou até quando o Pacheco se tornou técnico. “Perdi um amigo, um pai. Devo muito da minha carreira ao Krüger. É um pedaço do Coritiba que está nos deixando. Ficamos triste pela perda, mas feliz por tudo que ele fez pelo clube”, disse.

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Jogador da nova safra de atletas da base do Alviverde, o volante Vitor Carvalho se disse muito grato aos ensinamentos de Krüger. “Ele sempre procurava dar conselhos pra gente. A todo momento tinha uma palavra dentro do vestiário para incentivar e motivar. Com certeza, os atletas que estão no profissional e vieram da base do Coritiba devem muito a esse cara”, enfatizou.

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Outra presença no velório foi do técnico Levir Culpi, que jogou com Krüger na década de 1970. “Gostaria de dizer que considero Krüger um dos maiores jogadores da história do futebol do estado do Paraná. Uma técnica brilhante e um cara sensacional. Tive o prazer de jogar com ele”, finalizou o treinador que além de atleta também dirigiu o Alviverde.

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O ex-jogador, comentarista e ídolo atleticano Barcímio Sicupira, adversário de muitas jornadas, também fez questão de dar o adeus ao Flecha Loira. “Nunca vi jamais ninguém falar mal dele, nem quando a gente estava nos atletibas de sair faísca. Ele sempre teve muito respeito e uma amizade muito grande. Estou sentido porque é uma pessoa boa que de vai. Todo mundo se vai, mas as pessoas boas como ele deveriam ter um aumento de vida pra gente poder aprender mais com elas”, afirmou Sicupira.

Outras figuras ilustres ligadas ao clube que estiveram na última homenagem foram o presidente Samir Namur, o ex-presidente Vilson Ribeiro de Andrade, os ex-jogadores Gralak, Tcheco, Reinaldinho, Aladim, Capitão Hidalgo,Vavá, Serginho e Reginaldo Nascimento.

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