Após a derrota por 1 x 0 para o Grêmio, na terça-feira passada, pela Copa Sul-Americana, o Coritiba agora retoma todas as suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde vem de quatro jogos invictos (duas vitórias e dois empates) e se recuperando na tabela. Só que terá pela frente uma série complicada. Até o confronto de volta contra o clube gaúcho, no dia 23 de agosto, o Coxa fará mais cinco partidas. Todas contra adversários que estão à sua frente no Brasileirão. Isso em um intervalo de apenas 14 dias.

O primeiro será o Fluminense, no próximo domingo, às 16h, no Couto Pereira. Na sequência, o Alviverde encara Atlético-MG, fora de casa; Corinthians, em casa; Vasco, fora, e Cruzeiro, em casa. Com exceção do Timão, que é o 9.º colocado, os outros quatro clubes estão entre os cinco primeiros da classificação.

A favor do Coritiba pesa o fato de que quando enfrentou uma equipe do atual G4 acabou vencendo (2 x 1 sobre o Grêmio na rodada passada). Só que foi um único triunfo até agora. Dos onze primeiros colocados – todos que estão à sua frente -, o Coxa já enfrentou seis deles, perdendo para cinco rivais (Internacional, São Paulo, Botafogo, Ponte Preta e Flamengo). Ou seja, agora é a hora da verdade para o Alviverde, que terá de mostrar que tem força para desbancar os favoritos e brigar pela parte de cima da tabela, assim como foi em 2011, quando disputou uma das vagas para a Libertadores até a última rodada.

Para isso, o Coritiba terá que fazer valer o mando de campo. No Couto Pereira, o time encarou apenas dois times que se encontram no topo da classificação, vencendo o tricolor gaúcho e perdendo para o Botafogo, quando ainda estava dividindo as atenções com a Copa do Brasil. Agora, totalmente focado no Brasileirão, o Alviverde, ganhando os pontos diante da sua torcida, pode não só continuar subindo na classificação como parar os concorrentes diretos e embolar ainda mais a disputa.

Tanto que, visando também um melhor rendimento no campeonato, o técnico Marcelo Oliveira poupou metade dos titulares na Sul-Americana. O objetivo foi evitar uma sobrecarga e não perder o ritmo no Brasileirão.