Quando Samir Namur foi eleito presidente do Coritiba, no dia 9 de dezembro de 2017, a promessa era de uma nova filosofia de trabalho dentro do clube, sem cometer os mesmos erros de gestões passadas, dentro e fora de campo. Inclusive, o discurso usado era de dar tempo para se trabalhar.

Só que, 14 meses depois, o Coxa já está no mercado mais uma vez em busca de um novo treinador, que será o quinto desta gestão. Ou seja, em média, um treinador fica no cargo do Alviverde um pouco menos de três meses. E todos eles tiveram um perfil bem diferente do antecessor.

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O primeiro deles foi Sandro Forner. Vindo de bons resultados nas categorias de base e com muitos jovens sendo integrados ao elenco principal, o ex-zagueiro do Coritiba nos anos 1990 era a solução ideal, dentro da filosofia e também do orçamento do clube na ocasião. Por já conhecer boa parte do grupo que teria em mãos, o trabalho poderia surtir efeito e seria uma aposta barata.

Mas bastou o início de temporada ruim, com o time não engrenando e ficando com o vice-campeonato paranaense para que ele fosse demitido após a primeira rodada da Série B. Em seu lugar, foi contratado Eduardo Baptista, que veio com um outro conceito.

Mais experiente, mas em baixa, a ideia então era usar o seu nome para trazer jogadores mais calejados para fortalecer o elenco e ter mais ‘rodagem’ para a Série B, formando um time completamente diferente do prometido para o ano. 18 jogos depois, no entanto, a convicção foi embora, juntamente com Baptista e membros da diretoria e da comissão técnica.

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Na tentativa de melhorar a moral do grupo, a aposta foi em Tcheco, então auxiliar-técnico, que já conhecia o grupo e poderia tirar o melhor de seus jogadores. Só que a cada jogo era uma escalação diferente e ate um esquema tático diferente. Tanto que ele durou apenas sete jogos no cargo e na sequência um novo estilo, com Argel Fucks.

Presidente Samir Namur convive com trocas constantes no comando técnico. Foto: Albari Rosa
Presidente Samir Namur convive com trocas constantes no comando técnico. Foto: Albari Rosa

Nestes quatro meses que ficou no comando do Coxa, o ex-técnico, que é conhecido pelo seu estilo de jogar retrancado, mudou um pouco suas características, até tentando colocar em campo um time mais rápido e que fosse pra cima, mas também não deu certo.

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Agora, os nomes especulados não tem em nada um perfil semelhante ao de Argel. Bem pelo contrário. Ou seja, o quinto comandante da era Namur virá com mais um perfil diferente.

Na sua primeira entrevista como presidente do Coxa, o dirigente falou que queria “um técnico com perfil jovem, ambicioso, que venha para crescer com o Coritiba, usar as categorias de base, e, de preferência, se for identificado e conhecer o Coritiba, melhor ainda”. Nenhum dos que podem chegar juntam as duas coisas.

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De um lado, os mais jovens Thiago Larghi, de 35 anos, e Cláudio Tencati, de 45. De outro Paulo Bonamigo e Ney Franco, com duas passagens anteriores pelo clube. Todos eles, negados pela diretoria. Mas em comum entre os quatro? Praticamente nada, assim como nada muito parecido com os que já passaram no cargo nos últimos 14 meses. O que mostra que não existe um perfil de trabalho procurado, mas sim um nome que acalme a torcida e que se encaixe no orçamento do clube pra temporada.

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