O desânimo bateu fundo no Coritiba após a derrota para o Flamengo por 2×1, neste sábado (22), na Ilha do Governador. O gol de pênalti de Éverton Ribeiro derrubou o time porque veio depois de um bom segundo tempo e porque surgiu em um lance desnecessário de Márcio, que fez a falta de Vinícius Júnior em um lance isolado no canto da grande área. Mas se os jogadores sentiram o golpe, o incentivo do técnico interino Robson Gomes e do futuro treinador Marcelo Oliveira veio na direção oposta.

Os jogadores alviverdes reclamaram muito dos próprios erros. Para Matheus Galdezani, a possibilidade de virar a partida estava na mão do Coxa. “No segundo tempo, nós fomos melhores do que eles. Infelizmente, não concluímos a gol, era para matar o jogo. Aí fomos surpreendidos pelo pênalti. Perdemos, a gente sabe que foi um pouco de falta de atenção no final do jogo, que custou caro”, avaliou o camisa 20.

Já Tomas usou um termo quase esquecido do “futebolês” para justificar a derrota. “O Flamengo tem jogadores de qualidade. Achamos o empate, mas precisávamos manter, ser mais malandro às vezes. O cara deles estava dentro da área, era só cercar”, disse o meia, que deu o passe para o gol de Henrique Almeida no início do segundo tempo.

Injeção de ânimo

Como contraponto à decepção dos jogadores, o interino Robson Gomes relatou uma situação que aconteceu imediatamente após a partida. “(Marcelo Oliveira) pediu a palavra e, por ser conhecedor do clube, ele sabe a importância que ele tem para o clube. Houve um resgate do que ele espera do Coritiba e de seus atletas. Nós sentimos que vamos entregar o clube da melhor maneira possível. Essa oscilação não é normal, coincide com a perda de jogadores importantes, mas somos sabedores que o Marcelo vai conseguir fazer este grupo voltar a se vencedor”, disse, em entrevista coletiva após a derrota.

O preparador físico, que retoma o seu posto a partir de terça-feira (25), dia em que Marcelo assume o cargo em definitivo, aprovou o rendimento do Coxa, mesmo com a derrota. “Foi muito importante o resgate dos atletas. Eles saíram muito machucados depois do jogo contra a Ponte pelo resultado e pela perda do Pachequinho, que é um ídolo do clube e um ídolo nosso. Hoje, eles resgataram o amor e o orgulho. Uma pena que detalhes somaram a favor do Flamengo, mas, no segundo tempo, houve um crescimento da equipe e uma entrega muito legal”, avaliou.