Se não vai na bola, vai na fé. Esse promete ser o lema do Coritiba nesta reta final de Campeonato Brasileiro. A um passo de entrar na zona de rebaixamento, e sem conseguir conquistar melhores resultados, elenco e comissão técnica se apegam à religião para ter um conforto e manter o foco na reabilitação. O ambiente no clube anda tão pesado que para o meio-campo Robinho só o fato de jogar já abala o time. ‘Jogar está virando um pesadelo. A gente tem que jogar e ganhar, precisamos vencer’, desabafa.

Diga-se de passagem, a medida é bastante apropriada ao Alviverde, que além de comemorar sua fundação no dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, tem o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como vizinho no Alto da Glória. A fé pelo retorno do bom futebol apresentado no início do Brasileiro acompanha o grupo ao longo dos jogos e treinamentos. O vestiário principal do Couto Pereira é abençoado por uma imagem de Jesus Cristo, e rodas de reza, ainda na preleção, são comuns antes das partidas. Bem em frente ao campo 1 do CT da Graciosa, o mais utilizado pelo elenco nas atividades, também se faz presente uma estátua religiosa – desta vez, da Virgem Maria.

Para o técnico Péricles Chamusca a fé, independentemente da religião de cada um, é elemento fundamental para a recuperação que o Coxa busca na competição. É tão importante para elevar a autoestima, segundo ele, quanto a força do trabalho diário. ‘Temos que trabalhar com excelência. Acreditar na força do trabalho e tendo fé também. Cada um dentro da sua religião, acho que isso é importante pra reforçar a autoestima e a confiança dos jogadores’, comenta o treinador.