Proprietário de uma pizzaria no bairro Novo Mundo, em Curitiba, Jair Fialkoski, de 47 anos, exibe com orgulho as edições da Tribuna de 1985 que guardou com carinho que relataram os principais jogos que marcaram a conquista do título brasileiro daquele ano. Com 17 anos na época que o Verdão conquistou a taça mais importante da sua história, o empresário lembra com carinho e se emociona ao falar do dia da grande final contra o Bangu, no Maracanã.

“Era uma noite de quarta-feira e nós assistimos o jogo todo em família. No segundo tempo da prorrogação eu não aguentei. Sai da sala e fui para fora da minha casa. Estava muito nervoso e a cada grito dos meus familiares eu voltava para ver o que estava acontecendo. A tensão se estendeu até os pênaltis e quando fomos campeões foi demais. Comemoramos na rua, muitos carros buzinando, bandeiras e foi uma festa muito marcante”, lembrou Fialkoski, que chorou ao relatar esse dia histórico na vida do seu clube de coração.

Leitor assíduo da Tribuna, Jair Fialkoski começou a guardar os jornais com a intuição de que o Coritiba, naquele ano, poderia conquistar o título. “Já naquela época, futebol era Tribuna. Todo mundo procurava a Tribuna. Fui guardando os jornais dos jogos que mais marcaram. Quando comecei, não imaginava que o Coxa seria campeão, mas minha intuição dizia para eu guardar. E assim fui guardando e hoje eu lembro de tudo isso e vejo as reportagens com muita emoção”, emendou.

Contra o Santos, muita emoção

Além da grande final contra o Bangu, no Maracanã, outros dois jogos também ficaram marcados para o empresário. A vitória sobre o Santos, na última rodada da primeira fase, no Couto Pereira, e o empate contra o Atlético-MG, no Mineirão, pela semifinal, que garantiu o time comandado pelo técnico Ònio Andrade na final do Brasileirão, foram duelos que não sairá tão cedo da mente de Fialkoski.

“No jogo contra o Santos, minha família toda foi e eu fiquei em casa por estar doente. Quando o Santos empatou eu desliguei. Torneio a ligar no final e no momento que liguei o rádio o Lombardi Júnior estava narrando o gol do Lela, marcado no final da partida. Contra o Atlético-MG, no Mineirão, foi um sufoco. A pressão foi muito grande e a defesa do Rafael, em cima da linha, jamais vai sair da minha cabeça”, recordou.

Torcedores foram de carro para o Rio para ver o Coxa ser campeão

Aliás, o ex-goleiro alviverde, além das grandes defesas, foi, para o empresário, o grande jogador da principal conquista da história do Coritiba. “O Rafael, sem dúvidas, marcou não só a mim, mas a todos os torcedores do Coxa. Ele cativou muito a torcida. Ele saia para comemorar as vitórias com a torcida quando acaba o jogo. Chegou a dar uma meia volta olímpica e levava todo mundo ao delírio nos jogos no Couto”, finalizou.

Aquele abraço! Veja o que o colunista Massa tem a dizer sobre o Coritiba!