A contratação do diretor de futebol Rodrigo Pastana abriu de vez o início do planejamento do Coritiba para a próxima temporada. Apesar de toda a crise política e o risco até da destituição do presidente Samir Namur, as primeiras medidas para ter um ano melhor dentro de campo em 2019 já começaram a ser tomadas. No entanto, a realização da assembleia extraordinária e que colocará em xeque a sequência do atual mandatário alviverde na presidência pode impactar diretamente o futebol.

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Como o Conselho Deliberativo do Coxa acatou nesta quarta-feira (21) o pedido dos 87 conselheiros que assinaram o documento solicitando a assembleia extraordinária, a expectativa é de que a mesma aconteça apenas em janeiro. Assim, o Verdão já estará com seu elenco praticamente montado para as disputas iniciais do Campeonato Paranaense e da Copa do Brasil. Nesta segunda-feira (26), uma reunião extraordinária do “conselhão” alviverde define como será a Assembleia Geral.

Em caso de uma destituição de Samir Namur, o primeiro vice-presidente do Coritiba, Paulo Baggio assumiria o cargo. No entanto, se isso acontecer, a tendência é de que todo o G5 também deva deixar o clube. A partir daí, então, novas eleições seriam convocadas para que um novo presidente fosse escolhido. Porém, todo esse processo é demorado e pode acontecer em meio às disputas do Paranaense e até da Série B do Campeonato Brasileiro, já que Namur deve ir até à Justiça Comum para seguir no cargo.

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Os conselheiros oposicionistas já estão se mobilizando para definir nomes que poderão comandar o clube a partir de uma queda de Namur. Mas a confiança é grande de que isso aconteça e o poder do Coxa mude de mãos em meados de 2019.

“Conseguimos unir as diversas correntes em torno da necessidade de haver composição forte com nomes que entendem de futebol, de gestão e de captação de recursos. Quanto a nomes, há muita especulação, mas as conversas apenas começaram. A vontade é chegarmos a um time dos sonhos que contemple as necessidades do clube e traga esperança de volta ao torcedor”, apontou Julio Jacob Junior, conselheiro vitalício do Verdão.

O presidente Samir Namur, por sua vez, considera que o pedido da sua saída é puramente pessoal. No entanto, o mandatário está ciente de a Assembleia Geral pode conturbar de vez o cenário político do clube e impactar diretamente o futebol no ano que vem.

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“Se isso acontecer, infelizmente será muito ruim para o clube. Continuaremos trabalhando. Vai passar a ser não só uma pressão meramente política, mas vai atrapalhar o dia a dia do Coritiba em meados de 2019. É importante deixar claro que a diretoria não para de trabalhar por causa desse requerimento”, garantiu Namur.

Rodrigo Pastana foi contratado em meio a esse furacão que o Coritiba vive nos bastidores. Até por conta dessa insegurança quanto ao futuro de Namur, o diretor de futebol demorou um pouco mais para fechar contrato com o Verdão. Já apresentado, ele confia em uma solução rápida em todo esse imbróglio e reiterou sua confiança na diretoria.

“Tenho total confiança na palavra do presidente, na palavra de todo o G5. Eu, na verdade, não me inteirei muito sobre essas questões, que não são relevantes na minha decisão. Tomei a decisão confiando exatamente no pensamento do G5. Essa questão será resolvida em determinado momento”, avisou Pastana.

Enquanto o clima segue quente nos bastidores e, ao que tudo indica, longe de uma resolução, Pastana, o técnico Argel Fucks e o G5 terão muito trabalho pela frente a partir de agora. O desafio é montar, para o ano que vem e já visando o título do Campeonato Paranaense, um elenco mais qualificado e capaz de, a partir de maio, fazer o Coxa brigar para retornar à primeira divisão.

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