A noite era de poucas palavras. Apesar da intensidade com que jogou, o Coritiba sabe que está devendo para o torcedor. O pequeno público que foi ao Couto Pereira nesta sexta-feira (9) e acompanhou a vitória por 1×0 sobre o Goiás – pouco mais de mil pagantes, no menor público alviverde na temporada – viu um time que correu muito, lutou até o final para segurar o resultado e até comemorou ao apito final de Jean Pierre Gonçalves Lima. Mesmo assim, todos os jogadores sabiam que não seria o triunfo que iria aplacar as críticas.

+ Leia mais: Em noite tensa, Coxa vence o Goiás e dá mãozinha ao Londrina

Autor do gol, Rafael Lima não entendeu a vitória como uma resposta aos torcedores, que protestaram muito antes, durante e depois da partida. “Não temos que responder. Pelo elenco montado e pela estrutura que o Coritiba tem, nossa obrigação era de subir para a primeira divisão. E nós não tivemos competência para isso”, resumiu o zagueiro. “Nós sabíamos que seria um jogo difícil, que teríamos que encarar o Goiás e também não teríamos o apoio do torcedor, que está decepcionado. Mas temos que fazer nosso papel, que é jogar com seriedade, porque estamos defendendo a camisa de um time campeão brasileiro”, completou.

+ Antes do jogo: Protestos agitaram o Couto Pereira

Rafael Lima reiterou, tanto na entrevista para o SporTV quanto para as rádios curitibanas, que a culpa é de quem estava e está no Coritiba. “Poderíamos estar no G4 se não fossem algumas bobeiras. Eu cheguei ao clube pensando em fazer um grande segundo turno e subir para a Série A. Mas por responsabilidade nossa, por incompetência nossa, não conseguimos fazer isso”, afirmou o zagueiro alviverde.

+ Leia mais: Wilson pode ir embora na próxima temporada

O atacante Alecsandro, um dos mais vaiados e também um dos destaques técnicos da partida, também não quis fazer comentários sobre a conduta da torcida. “Temos é que ficar quietos. É momento de falar pouco, o torcedor está muito chateado”, afirmou o camisa 9 do Coxa. “Nós somos responsáveis pelo que aconteceu, por não atingirmos o objetivo do clube”, reforçou o centroavante.

+ De olho: Confira a tabela da Série B!

E ainda depois do jogo, Alecsandro deixou claro que gostaria de continuar no Coritiba em 2019. Com um dos maiores salários do elenco, o jogador abriu a possibilidade de fazer um contrato “diferente”. “Minha vontade é de continuar, e a questão do salário não seria problema. Se for o caso, pode até ser sem salário”, avisou o atacante, que é torcedor declarado do Coxa.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do Trio de Ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!