A derrota por 2×0 para o Atlético-MG deixou o Coritiba ainda em situação complicada na tabela. Porém, a equipe mostrou um futebol melhor em relação às outras partidas que fez fora de casa nesse Campeonato Brasileiro. E para os jogadores, se não fosse a arbitragem, o Coxa poderia ter deixado Belo Horizonte com um resultado melhor.

“Estou há um ano aqui e no Campeonato Brasileiro a arbitragem parece que erra para todos os times, mas contra o Coritiba erram bem mais. É difícil falar de arbitragem, nós temos que aprender e caprichar mais nas oportunidades que criamos. Mas a equipe vem crescendo”, ressaltou o zagueiro Welinton.

O outro zagueiro do time, Luccas Claro deixou o campo ainda mais revoltado. O capitão alviverde reclamou bastante, principalmente do lance que originou o primeiro gol do Galo, que teria iniciado em uma falta de Lucas Pratto não marcada pelo árbitro. “Não sou nenhum santo, eu falo mesmo. Parece que essas novas arenas foram feitas para beneficiar as equipes consideradas maiores. O cara faz falta e o juiz não faz nada”, disparou Luccas Claro, que recebeu cartão amarelo por reclamação.

Banco incomoda

Reserva no primeiro tempo na Arena Independência, o atacante Marcos Aurélio entrou em campo no intervalo da partida. Porém, o fato de ter jogado apenas 45 minutos não agradou o jogador, que ressaltou que saiu do time apenas por decisão do técnico Ney Franco. “O Ney que decidiu, ao lado do Alexandre Lopes (preparador físico), e acabou me segurando no primeiro tempo. Eu estava bem para jogar, mas eu acatei a decisão e agora é ter tranquilidade para continuar o trabalho”, afirmou Marcos Aurélio.

Após o jogo, Ney Franco explicou a opção por deixar o atleta no banco. Segundo ele, o critério utilizado foi pensar na sequência do Campeonato Brasileiro, principalmente no compromisso contra o Joinville, sábado, às 15h, no Couto Pereira. “Existia a dúvida com o Marcos Aurélio e não poderíamos correr o risco de perder mais jogadores para sábado. Da nossa parte, temos que ter alguns cuidados para minimizar isso e ter esse jogador inteiro para o jogo contra o Joinville”, disse o treinador.

Pontaria

Reclamações à parte, o atacante Marcos Aurélio cobrou um pouco mais de atenção e capricho da equipe nas finalizações. Para ele, estes erros foram fundamentais para o tropeço de ontem.

“Faltou caprichar um pouco mais, faltou tranquilidade no último toque. É difícil jogar aqui, mas o Atlético-MG deu espaço e nós vacilamos, enquanto eles aproveitaram as oportunidades”, avaliou o atacante, que também pouco criou.

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