A goleada acachapante sofrida para a Ponte Preta por 4×0, na noite de quarta-feira (19), no Moisés Lucarelli, em Campinas, escancarou de vez as fragilidades do Coritiba e a fase terrível que vive o clube no Campeonato Brasileiro. O Coxa, perdido em campo, foi presa fácil para o instável e irregular time da Macaca. Faltaram explicações dos jogadores, que mais uma vez não renderam nada dentro de campo e deixaram o Verdão agora mais perto da zona de rebaixamento do que do G6 da competição nacional.

“Não sei explicar. Não esperávamos tomar de quatro aqui. Esperávamos ganhar o jogo. Infelizmente, perdemos e agora é pensar no próximo jogo contra o Flamengo”, disse o volante Matheus Galdezani.

“A gente no primeiro tempo teve a chance de fazer, mas não fizemos de novo. Sofremos, né? Pagamos com os gols deles. Agora é ter cabeça boa e tentar sair dessa fase de derrotas o mais rápido possível”, emendou.

A goleada para a Ponte Preta deixou a situação de Pachequinho insustentável. O treinador foi demitido após a partida, ainda no Moisés Lucarelli, e Marcelo Oliveira foi contratado em seu lugar. O goleiro Wilson acredita que a responsabilidade terá que ser dividida com todo o time, que foi muito mal diante da Macaca, em que pese todas as mudanças e invenções feitas pelo então comandante da equipe.

“A gente lamenta a pressão que ele vinha sofrendo. Se ele sofre a pressão é porque a gente não vem fazendo nossa parte dentro de campo. Agora é conversar e se cobrar, arrumar os erros e dar volta por cima para voltar a ter os resultados. Essa pressão não tem que ser só no treinador, mas em nós jogadores. Temos a maior parcela porque é a gente que está dentro de campo”, pontuou o camisa 84, que criticou a atuação ruim diante da Macaca, sobretudo no segundo tempo, quando o Coxa se entregou em campo.

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“Não tem o que explicar. A gente lamenta. É um resultado vergonhoso. A atuação do time no segundo tempo foi vergonhosa. A gente pode errar, pode tomar gols, mas se entregar como se entregou no segundo tempo não pode. Eles fizeram o que quiseram, chegaram como quiseram. Todo mundo agora tem que colocar a cabeça no travesseiro, repensar, tentar rever os erros e corrigir. Temos que melhorar bastante e dar a volta por cima o quanto antes”, finalizou.