Os jogadores mantêm sua ‘lei do silêncio’ diante dos atrasos salariais. Desde que Zé Love tocou no assunto, via redes sociais, os atletas já não tem concedido coletivas antes ou depois dos jogos. Uma decisão que partiu do grupo, como forma de protesto contra a diretoria. As únicas declarações ocorrem no intervalo e no término dos jogos, enquanto se dirigem aos vestiários. Um silêncio que acabou quebrado com a faixa apresentada ao público no clássico, onde revelam três meses sem salários e promessas ‘em vão’ do presidente Vilson Ribeiro de Andrade.

O presidente coxa-branca se limitou a dizer que, neste momento, prefere não comentar o fato, mantendo o foco total neste jogo contra o Criciúma. O protesto, porém, reabriu feridas. Inclusive no que diz respeito ao relacionamento entre o dirigente e os atletas, abalado desde o ano passado, quando Vilson rotulou jogadores de ‘sem-vergonha’, exatamente após um jogo contra o Criciúma (derrota por 2×1, no Couto) e que determinou a queda do então técnico Péricles Chamusca. O clube só conseguiu se livrar do rebaixamento nas três últimas rodadas, sob o comando interino de Tcheco.

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O técnico Marquinhos Santos evita falar sobre essa tensão entre atletas e diretoria e mantém seu foco nos treinamentos. Com todo o grupo à disposição, pode até repetir o time que atuou no clássico. Resta saber se a equipe do primeiro ou a do segundo tempo. Diante de uma proposta ofensiva, ele tenta não perder o equilíbrio da equipe e, neste aspecto, não deverá abrir mão de Robinho. Resta saber quem sairia para a entrada do camisa 20, se Rosinei, como ocorreu no intervalo do Atletiba, ou se Martinuccio, que teve atuação discreta no último sábado.

O que é certo é que Welinton segue de fora. O jogador, em fase de recuperação de um trauma no tornozelo, ainda não foi liberado para os treinamentos com bola e ontem fez um trabalho à parte. Independente da escolha final de Marquinhos Santos, a postura do time não deverá mudar. O Coxa terá marcação pressão desde o início, como vem ocorrendo em todos os jogos no Couto. Com essa estratégia, o Coxa derrotou Chapecoense, São Paulo e Atlético e só não teve melhor sorte diante do líder Cruzeiro, no único deslize, em casa, sob o comando de Marquinhos Santos.