Se já não bastasse a derrota para o Atlético-MG em uma partida em que o resultado poderia ser facilmente outro, o Coritiba também terá que resolver uma crise interna. Ao ser substituído aos 32 minutos do segundo tempo, o meia Juan deixou o gramado esbravejando, xingando e reclamando muito com o técnico Pachequinho, que apenas olhou e fez sinal de positivo para o atleta, que foi direto para o banco de reservas.

Esta, aliás, não é a primeira vez que isto acontece. No empate em 0x0 com o Botafogo, no Couto Pereira, na semana passada, Juan também foi substituído e não gostou nada da decisão do treinador, saindo com cara de poucos amigos e alegando que não sentiu qualquer tipo de lesão para a alteração.

A atitude do camisa 55, curiosamente, vai de encontro com o discurso da maioria dos jogadores. Nos últimos dias, toda vez que alguém vai dar entrevista coletiva, defende Pachequinho e o trabalho dele e até pedem que ele seja efetivado como treinador do Coxa.

No entanto, o próprio comandante coxa-branca, embora demonstrasse irritação com o que aconteceu, evitou polemizar e até falar sobre o assunto, deixando uma punição ou advertência a Juan nas mãos da diretoria. “A minha posição é que quem vai definir e conversar sobre isso é a diretoria. Eu tenho que falar sobre o jogo, da postura da equipe”, disse Pachequinho após a partida.

De acordo com o diretor de futebol Alex Brasil, assim que a delegação alviverde chegar em Curitiba, nesta terça-feira, uma conversa com Juan deve acontecer para definir o que será feito, mas deixou claro que a atitude do meia foi totalmente reprovada.

“Após a derrota, todos com cabeça quente, não é momento de tomar qualquer tipo de atitude. Chegando em Curitiba vamos conversar, mas nenhum de nós da diretoria compactamos com essa atitude. Isso não pode acontecer, é falta de respeito com o treinador e com os companheiros. Os próprios jogadores se cobraram no vestiário”, ressaltou o dirigente, admitindo que o clima no vestiário esquentou após o final do jogo.