Depois de uma semana de festa pelo título paranaense e de euforia pelas contratações de Alecsandro, Tomas, Getterson (essas já efetivadas), Léo e Thiago Carleto, o Coritiba sofreu um duro golpe a dois dias da estreia do Campeonato Brasileiro. Por 3 milhões de euros, o Palmeiras está levando o zagueiro Juninho. O jogador está indo para São Paulo neste sábado (13), e não defende mais o Coxa – nem mesmo na segunda-feira (15), contra o Atlético-GO, como a diretoria alviverde pretendia. A necessidade de contratação de um zagueiro, que era minimizada pelos cartolas, agora virou uma necessidade.

Juninho, de apenas 22 anos, é titular do Coritiba há duas temporadas. Foi fundamental em todos os bons momentos que o time viveu – as duas fugas de rebaixamento, a campanha na Copa Sul-Americana do ano passado, o título paranaense conquistado semana passada. Para muitos, o Coxa conseguiu segurá-lo até por muito tempo. Ano passado, ele esteve prestes a se transferir para o Flamengo, mas uma renovação de contrato com um aumento salarial o manteve no Alto da Glória.

Mas o Palmeiras já vinha “namorando” o zagueiro há algum tempo. No final do ano, o plano do atual campeão brasileiro era contratar Raphael Veiga e Juninho, mas apenas o meio-campista foi embora do Coxa. Agora, com a saída de Vítor Hugo, que deverá atuar na Fiorentina, o assédio voltou e não houve como o Coritiba segurar. “O Juninho não joga mais pelo Coritiba”, resumiu, sem ter muito mais o que dizer, o vice-presidente alviverde José Fernando Macedo.

Com a saída abrupta do principal zagueiro do elenco, o Coritiba precisou trabalhar em duas frentes. Na imediata, Pachequinho montou a nova defesa para a estreia no Brasileirão com Walisson Maia e Werley – além da saída de Juninho, o Coxa não terá Rodrigo Ramos, lesionado, e Dodô será o titular na lateral-direita. Nos bastidores, será preciso voltar a olhar ao mercado. “Vamos nos reunir com a comissão técnica e analisar o que precisamos na defesa. Temos algumas peças, mas o Campeonato Brasileiro é muito forte”, admitiu Macedo.