A Justiça do Paraná determinou o bloqueio de dois carros que pertencem ao Coritiba, em ação movida contra o clube pelo ex-volante Gil, uma das vítimas fatais do acidente de avião da Chapecoense, em novembro de 2016. O Coxa, no entanto, ocultou os veículos (um Fiat Doblò e um Chevrolet Cruze), segundo relata despacho da juíza do trabalho Tatiane Bastos Burquera, no último dia 2 de novembro. As informações são da Folha de São Paulo.

Devido à recusa do Coritiba em cumprir a sentença e entregar os carros, em 1º de dezembro a juíza restringiu a circulação dos mesmos. Com isso, eles podem ser apreendidos se encontrados circulando. O clube tinha até a última sexta-feira (15) para apresentá-los à Justiça.

Gil defendeu o Coxa entre 2011 e 2015 e, em sequência, acionou o clube judicialmente, reivindicando salários atrasados, 13º salários e depósitos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), além de danos morais.

Cadeiras do Couto e verbas de patrocínio penhoradas

Em primeira instância, o Coritiba foi condenado a pagar R$ 400 mil ao atleta na Justiça. Ainda segundo a Folha de São Paulo, na última semana, o Coxa incluiu na lista de bens para penhora 65 cadeiras cativas do estádio Couto Pereira, com preço estimado em R$ 7,5 mil cada.

Os advogados de Gil não aceitaram a oferta e pediram a penhora de valores pagos ao clube por patrocinadores. Quando este dinheiro for liberado, as beneficiárias serão Valdécia Paiva, esposa de Gil, assim como as duas filhas do jogador.

O Coritiba foi procurado pela reportagem da Folha, mas afirmou que “se manifesta sobre o tema apenas na esfera jurídica”. A reportagem buscou contato com o clube, que voltou a afirmar que só “se manifestará nos autos do processo”.