Sem vencer há cinco jogos, o Coritiba viu seu rendimento como um todo cair na Série B e se refletir na queda na tabela de classificação na Série B. Principalmente o setor defensivo, que de ponto forte passou a ser vulnerável.

No período de dez jogos de invencibilidade na competição, o Coxa foi vazado apenas sete vezes e, com os resultados, chegou a brigar pela liderança da segunda divisão. No entanto, nas últimas cinco partidas em que não ganhou, levou os mesmos sete gols. Uma queda de aproveitamento de 0,7 para 1,4. Ou seja, a média de gols por jogo dobrou nesta sequência. Em comum nestas duas fases – sem perder e sem ganhar – dois jogos estão nestas listas, os empates em 1×1 com Bragantino e Vitória, que são os divisores de água para encerrar a subida de produção do Alviverde na Segundona.

Neste meio tempo, antes da derrota por 1×0 para a Ponte Preta, o Coritiba chegou a ser a terceira melhor defesa da Série B, com 16 gols sofridos, atras apenas de Bragantino (nove), e Atlético-GO (15). Agora, aparece apenas em sétimo nesta tabela, ao lado de Ponte Preta e Figueirense, com 21. Já o clube de Bragança Paulista segue na ponta, agora com 13, enquanto o Dragão é o segundo, com 17. Coincidentemente – ou não – os dois também são líder e vice-líder da classificação da segunda divisão, o que mostra a importância do ajuste lá atrás.

No começo de julho, pouco antes de a bola voltar a rolar após a parada da Copa América, o zagueiro Sabino havia ressaltado o trabalho realizado neste período pelo técnico Umberto Louzer, e chegou a afirmar que “Para fazer gol no Coritiba agora vai difícil para caramba, vamos suar. Vamos nos doar atrás e lá na frente é com o Rodrigão e com os pontas. Se não tomarmos gol eles vão fazer a parte deles. Isso que temos passado uns aos outros”.

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O melhor momento foi na sequência de três vitórias, sobre Figueirense, Brasil de Pelotas e Oeste, todas por 2×0. Período que o credenciou a brigar pela liderança. É bem verdade que depois disso o setor conviveu com problemas, a ponto de o treinador não ter conseguido escalar mais a dupla Rafael Lima e Sabino, que esteve junta em cinco desses dez jogos sem perder. Ao mesmo tempo, só atuaram lado a lado uma única vez na fase sem vitórias, no empate em 1×1 com o Bragantino.

Quem também teve boas atuações nos áureos momentos defensivos do Coxa foi Walisson Maia, que acabou se machucando, ficando um mês fora e quando voltou outrea vez se lesionou. Diante de tantas trocas, a postura não foi a mesma de rodadas anteriores.

Contra o CRB, sábado, às 19h, no Couto Pereira, a tendência é que Rafael Lima e Sabino voltem a formar a dupla de zaga, exatos um mês depois da última vez que atuaram juntos. Esperança de que a boa fase volte e, junto com ela, o Alviverde possa acabar com o jejum e somar três pontos, que o colocariam novamente no G4.

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