Contratado em agosto do ano passado, o atacante Marcel só conseguiu estrear este ano. Em pouco mais de dois meses, já sentiu o peso de ter voltado a vestir a camisa do Coritiba. Com um cartel de 12 jogos, ele balançou as redes apenas quatro vezes, perdeu um pênalti e sentiu, junto outros jogadores do Alviverde, a cobrança forte dos torcedores. No domingo passado, na partida contra o Toledo, preferiu nem comemorar o gol da vitória.

Ontem, Marcel reconheceu que pode melhorar, mas precisa da ajuda dos companheiros para colocar a bola na rede, seja pelo chão ou pelo alto. “Aquele jogo passou e eu, no momento, não comemorei pelo clima dentro do estádio, que estava muito complicado para nós jogadores. Tenho um carinho imenso pela torcida do Coritiba e sempre que sair gol eu vou comemorar, como sempre fiz”, avisa o atacante. Mas, ele quer ajuda. “Sou um cara que nunca peguei a bola e resolvi o jogo. Sempre preciso do coletivo para estar me ajudando. A equipe precisa estar bem encaixada para eu receber as bolas e finalizar. Precisamos ser mais fortes na parte ofensiva, ter mais posse de bola, ter um entrosamento maior para que os gols saiam com mais naturalidade”, aponta.

Apesar do desabafo, Marcel considera que parte das vaias que recebeu foi injusta. “Eu joguei oito jogos (no total foram 12, sendo três entrando na segunda etapa). Nos primeiros cinco, fiz três gols, estava me sentindo bem. Depois teve aqueles três empates em que a equipe num todo não foi bem. Mas creio que a avaliação é positiva. Fiquei quatro meses sem jogar no ano passado, então venho numa retomada e espero melhorar a cada dia. A cobrança é válida, não me esquivo disso, sei que preciso melhorar e vou ser cobrado sempre para fazer gols. E vou procurar fazer”, analisa.

Em algumas partidas, Marcel chegou a perder a titularidade para Caio Vinícius, mas espera voltar a agradar a torcida junto com toda a equipe. “A gente sente também que nos últimos jogos erramos muitos passes. Temos qualidade e não podemos errar tanto assim. Estamos nos cobrando internamente, mas temos que separar as coisas, porque os resultados têm sido bons. Mas o futebol, nos últimos jogos, não foi bom e precisamos melhorar para vencer e vencer bem”, finaliza.